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Análise proteômica dos grânulos de neuromelanina no envelhecimento normal e na Doença de Parkinson

Processo: 10/06521-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Lea Tenenholz Grinberg
Beneficiário:Renata Elaine Paraizo Leite
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Envelhecimento   Proteômica   Patologia   Neurociências   Doença de Parkinson

Resumo

Embora muitas regiões do encéfalo exibam os sinais neuropatológicos da doença de Parkinson (DP), a perda de células contendo neuromelanina na substância negra representa um critério diagnóstico cardinal para a DP. Atualmente muitas questões permanecem sem resposta a respeito da neuromelanina, mas sua presença como uma característica básica de um grupo de células vulneráveis sugere um papel deste pigmento na fisiopatologia da DP. Assim, visando entender a estrutura e função da neuromelanina e identificar proteínas que estão alteradas na DP, propomos um projeto colaborativo no qual serão utilizadas amostras de substância negra provenientes do Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral (BEHGEEC) da Faculdade de Medicina da USP. Serão analisados 50 casos englobando portadores de DP e controle, de ambos os gêneros, com idade igual ou superior a 50 anos. Os grânulos de neuromelanina serão isolados no Brasil utilizando fracionamento subcelular. A qualidade dos grânulos isolados e a preservação das características ultra-estruturais serão monitoradas por microscopia eletrônica. Os procedimentos de identificação das proteínas serão realizados no Centro de Proteômica Médica da Universidade de Bochum na Alemanha e incluirão 1D SDS-PAGE, Western blot e espectometria de massa. Nenhum dado identificador do sujeito da amostra será enviado ao exterior. Ao final do trabalho serão produzidos anticorpos para detecção das proteínas alteradas. Estes anticorpos serão validados no tecido por meio de imunoistoquímica, no Brasil. Somando-se ao fato de não existirem modelos animais adequados que reproduzam toda a fisiopatologia da DP, a neuromelanina é ausente no cérebro de muitas espécies não humanas, o que torna mandatório o uso de tecido humano neste trabalho. Além disso, a neuroproteômica é uma técnica incipiente no Brasil e ainda muito cara, o que faz desta colaboração uma oportunidade única para o entendimento da estrutura e função da neuromelanina e identificação de proteínas que estão alteradas na DP.

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