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O gênero e a construção de códigos masculinos no Brasil: uma análise de revistas masculinas das décadas de 70 e 80

Processo: 95/03055-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 1995
Vigência (Término): 30 de junho de 1997
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Luzia Margareth Rago
Beneficiário:Marko Synésio Alves Monteiro
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Estudos de gênero   Masculinidade   Feminismo   Erotismo   Revistas

Resumo

A literatura consultada sobre a masculinidade aponta uma crescente reavaliação desta a partir dos questionamentos feministas, que criticaram os rígidos papéis sociais e a dominação machista. Pretendo, com esta pesquisa, analisar a (des)construção histórica dos códigos de masculinidade através de um estudo do discurso da mídia de massa representada pelas revistas masculinas, num contexto sócio-político de industrialização, modernização e redemocratização do Brasil, entre 1970-1990. Tomarei os contos eróticos, elemento recorrente em quase todas as revistas da época (e mesmo atualmente), como locus privilegiado da análise desses códigos masculinos. A pesquisa com as revistas masculinas pode, a exemplo do que já foi realizado com revistas femininas, revelar aspectos relevantes para avaliarmos o discurso moderno acerca da masculinidade. Os contos eróticos, encontrados em qualquer revista masculina, se tornam um espaço de valorização ou ridicularização de códigos sexuais, permitindo a circulação destes através desse discurso que, na sua ausência de pretensões explicativas, nos revela uma atitude frente a eles. Os contos eróticos se voltam para um público específico, consumidor dessas revistas, notadamente masculino e urbano. Um levantamento prévio da literatura existente e um primeiro contato com ás revistas revelam alguns temas chaves que são tratados em relação à masculinidade: o discurso do movimento feminista, que na época atingiu um alcance inédito, assim como um discurso acerca das relações amorosas entre homens, que nessa época relacionava-se à tentativa desse discurso de instaurar o "homossexual" enquanto sujeito. (AU)