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Sistemática de amycoida (Araneae: salticidae:salticoida)

Processo: 10/50223-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2010
Vigência (Término): 11 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Antonio Domingos Brescovit
Beneficiário:Gustavo Rodrigo Sanches Ruiz
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Biodiversidade   Filogenia   Análise cladística   Região neotropical

Resumo

Aranhas da família Salticidae são facilmente reconhecidas por apresentarem o par de olhos medianos anteriores bem desenvolvido, proporcionando-lhes ótima visão. Possivelmente em razão da forte seleção sexual visual desses animais e grande especiação, Salticidae também é a maior família dentre as aranhas, com mais de 5.000 espécies descritas. De toda a diversidade do grupo, mais de 90% fazem parte de um clado reconhecido pela perda da unha do tarso do palpo, os Salticoida. Dentro de Salticoida, o dado Amycoida destaca-se por incluir uma impressionante radiação neotropical e por ser o grupo-irmão de todo o resto da diversidade de salticídeos do mundo. Este clado é composto atualmente por cerca de 60 gêneros válidos e incluem diversas formas de corpo, como aranhas que mimetizam formigas e outras parecidas com pequenos besouros. Apesar da taxonomia-alfa da maior parte do grupo ter recebido a atenção de sistematas modernos, sua classificação encontra-se obsoleta e não reflete grupos naturais. Além disso, com o projeto "Biodiversidade de Aracnídeos e Miriápodes do Estado de São Paulo" do programa BIOTA/FAPESP, várias espécies novas a serem descritas foram coletadas em áreas pouco amostradas, como o Cerrado e Mata Atlântica. O objetivo deste projeto, além da descrição dessas espécies novas, é o desenvolvimento de uma análise filogenética para Amycoida, a partir de dados morfológicos e moleculares, que permita a revisão de toda sua classificação e a redefinição dos limites genéricos e supragenéricos com base em grupos naturais, dando-se o primeiro passo para compreendermos a diversificação do grupo e os fenômenos que levaram a essa radiação na Região Neotropical. (AU)