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Caracterização ecofisiológica de duas espécies do gênero Cordia (Boraginaceae) crescidas sob diferentes condições de luminosidade e submetidas ao estresse luminoso severo

Processo: 10/07014-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Carlos Alberto Martinez y Huaman
Beneficiário:Matheus Enrique Bianconi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Cordia   Ecofisiologia

Resumo

Dada a riqueza de espécies vegetais existentes no Brasil, o conhecimento da fisiologia das plantas nativas sob condições ambientais estressantes é um importante passo para a diversificação do plantio em reflorestamentos que visam a recuperação de áreas degradadas e a adequação ambiental à legislação. Quando submetidas a condições ambientais extremas, como falta de água ou excesso de radiação solar, as plantas tem sua fisiologia alterada, podendo sofrer prejuízos que vão desde injúrias locais à morte da planta. Tais danos são ocasionados principalmente pelo estresse oxidativo gerado pelo acúmulo e ação de espécies reativas de oxigênio (EROs), radicais livres que podem provocar a destruição de proteínas e ácidos nucléicos, a peroxidação das membranas lipídicas e consequentemente morte celular. Neste estudo, plântulas de duas espécies congêneres da família Boraginaceae, uma pioneira - Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. ex steud. - e uma não-pioneira - Cordia. superba Cham. -, serão aclimatadas sob três condições de luminosidade: 100% de radiação (pleno sol) e interferências de 50% e 75% na radiação (sombra). As plantas crescidas sob condições de sombra serão posteriormente transferidas para sol pleno a fim de induzir o estresse luminoso severo, simulando a abertura de uma clareira natural ou um desmatamento. Serão determinados parâmetros de trocas gasosas, concentração de pigmentos, fluorescência da clorofila a e crescimento. O estresse oxidativo será avaliado com base na quantificação da atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) e na detecção in situ dos radicais livres e de morte celular. As análises fisiológicas e bioquímicas serão realizadas antes, durante e depois da indução do estresse luminoso severo. Os dados gerados permitirão determinar qual a condição mais adequada para o desenvolvimento das referidas espécies e quais as principais diferenças fisiológicas entre tais espécies filogeneticamente próximas, bem como avaliar o comportamento das plantas quando submetidas ao estresse luminoso decorrente da abertura de clareiras naturais ou do desmatamento. Os resultados serão analisados com base na hipótese de que a espécie pioneira apresenta um conjunto de respostas fisiológicas e bioquímicas condizentes com a maior tolerância a áreas de clareira em comparação com a espécie não-pioneira.