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Efeito da infecção prévia com Strongyloides venezuelensis no desenvolvimento do Diabetes experimental do tipo 1

Processo: 08/58216-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2009
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Alexandrina Sartori
Beneficiário:Raphael Sanches Peres
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Autoimunidade   Imunomodulação   Diabetes mellitus experimental   Diabetes mellitus tipo 1   Strongyloides

Resumo

O diabetes mellitus do tipo 1 (T1D) é uma doença auto-imune cujo tratamento não é eficaz. A terapia existente visa apenas controlar a progressão da patologia através da injeção diária de insulina exógena, portanto, uma alternativa terapêutica ou profilática para a doença é necessária. A indução do T1D por administração de estreptozotodna (STZ) em camundongos C57BL/6 é vista como modelo bastante adequado para a investigação dessas estratégias. Além disto, vários trabalhos demonstram que o contato com antígenos ambientais pode diminuir ou impedir as manifestações clínicas do T1D e de outras doenças auto-imunes. Assim, o objetivo geral desta investigação é caracterizar a infecção primária por Strongyloides venezuelensis em camundongos C57BL/6 e avaliar se a mesma modula as características clínicas, imunológicas e histopatológicas do diabetes experimental do tipo 1 nestes animais. Os objetivos específicos deste trabalho são: 1- Acompanhar a dinâmica da infecção por Strongyloides venezuelensis e resposta imune induzida em camundongo C57BL/6 na fase de recuperação; 2- Avaliar o efeito da infecção primária por S. venezuelensis (fase de recuperação) no desenvolvimento (características clínicas, imunológicas e histopatológicas) do T1D. Nossa hipótese de trabalho é que a infecção por S. venezuelensis desencadeie uma resistência total ou parcial ao desenvolvimento do T1D, seja por acarretar uma resposta imune de padrão Th2, ou pela indução/ativação de células T regulatórias (Tregs), ou por ambas as explicações. A confirmação dessa hipótese, permitirá em estudos posteriores, identificar antígenos e frações antigênicas que poderão ser potencialmente utilizados em estratégias profiláticas e/ou terapêuticas para o T1D, constituindo assim uma nova alternativa para uma das patologias que mais tem aumentado sua incidência no mundo. (AU)