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Cafe e escravidao no caminho novo de piedade: alforrias em bananal, 1830-1888.

Processo: 09/53945-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2010
Vigência (Término): 10 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Rafael de Bivar Marquese
Beneficiário:Jeremias Ricardo Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cafeicultura

Resumo

A despeito da quantidade e qualidade dos estudos sobre alforrias no Brasil, são raros os trabalhos que investigaram o tema em regiões rurais, marcadas pela grande propriedade escrava. Esta pesquisa propõe o levantamento e a sistematização das fontes documentais que nos permitam uma primeira aproximação e discussão sobre a dinâmica das alforrias em Bananal, São Paulo, município cafeeiro que, tal como todo o vale do rio Paraíba do Sul, converteu-se em uma típica zona de plantation ao longo do século XIX, com importância decisiva para a construção do Império do Brasil. Para tanto, nosso corpus documental consiste em testamentos; inventários post-mortem, registros de batismo em pia, além de outros tipos de processos cíveis e também criminais. Tal documentação está depositada no Museu Histórico e Pedagógico Major Dias Novais, no município de Cruzeiro/SP, e na Cúria Metropolitana do município de Lorena/SP. A primeira etapa consistiu em contabilizar as alforrias via testamentos, com o intuito de perceber a freqüência das alforrias e também os padrões de sexo dos alforriados e origem deles. Até o momento, foram extraídas informações de 98 testamentos, relativos ao período entre 1830-79. O ato do senhor de alforriar algum, ou alguns escravos pelo testamento ocorreu em 53 processos, ou seja, em 53% do total de testamentos analisados. Nestes, 203 escravos foram libertos, sendo 55% cativos do sexo masculino, e os outros 5% compostos por mulheres. Em 29% dos testamentos que aconteceu a libertação, os testadores não informaram à origem, do liberto, mas entre os forros que possuíam esta informação, 45,8% eram nascidos no Brasil, enquanto que os 25,2% restantes nasceram na África. Por mais que em números absolutos esses forros representem uma pequena parcela da escravaria de Bananal, esta amostragem bem demonstra que as manumissões ao menos pelos testamentos, foram uma prática constante e difundida, especialmente para uma região agro-exportadora de peso. (AU)