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Igreja na rua: o imaginario religioso de pregadores pentecostais sobre a praca da se em sao paulo.

Processo: 05/59391-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Fraya Frehse
Beneficiário:Delcides Marques
Instituição-sede: Escola de Sociologia e Política de São Paulo (ESP). Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):São Paulo   Igreja   Pentecostalismo

Resumo

Este trabalho visa contribuir para a compreensão do imaginário religioso de pregadores pentecostais em relação à Praça da Sé. São pregadores que há muitos anos reiteram, em um trecho da Praça, sua prática religiosa, o que faz deste local historicamente católico um cenário onde exercem seu proselitismo a poucos metros de uma estátua do jesuíta José de Anchieta. Esses pregadores realizam um revezamento entre si, de forma a permanecerem na Praça todos os dias úteis por aproximadamente oito horas: mais ou menos das 10:30h às 18:00h. Essa prática nos permite verificar como cabem na cidade, manifestações culturais não apenas relacionadas ao lazer, à política e às artes, às religiões afro-brasileiras, mas também ás denominações pentecostais. À luz desse contexto de referências, quer-se entender os significados que pregadores pertencentes a diferentes denominações pentecostais, que utilizam o mesmo perímetro da Praça, atribuem a este lugar de prédicas em seu dia-a-dia ali. Crê-se que, para além de outros interesses que levam esses indivíduos a pregarem na Praça, esteja em jogo também um imaginário religioso específico dos pregadores sobre o que seja igreja, enquanto lugar especial de culto; e esse imaginário é comum aos pregadores, para além das especificidades de cada denominação. Ele se faz perceptível justamente a partir de uma etnografia, por um lado, do modo como os pregadores falam sobre o lugar de suas pregações; por outro, do que eles fazem ali. (AU)