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Correlação da ocorrência de mastites com os escores de calosidade de tetos e grau de sujidade do úbere

Processo: 08/05591-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2008
Vigência (Término): 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Helio Langoni
Beneficiário:Marcela de Pinho Manzi Zocca
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Leite   Mastite bovina

Resumo

A mastite é a inflamação da glândula mamária, caracterizando-se como a doença infecciosa mais comum no gado leiteiro. Esta enfermidade causa inúmeros prejuízos, tanto pela queda na produção leiteira, como na qualidade do leite produzido, como pelo aumento no custo de tratamentos, e pelo descarte precoce de vacas que apresentam casos de mastite crônica. A relação entre a integridade do esfíncter do teto e as condições nas quais é feita a ordenha, incluindo parâmetros de sujidade no úbere, bem como sua correlação com a incidência dos patógenos envolvidos nas mastites, ainda é pouco estudada. No Brasil há necessidade de se verificar esta relação, para se avaliar a importância do escore de lesão de tetos na rotina da atividade leiteira. A classificação da integridade do esfíncter do teto em escores pode servir como uma importante ferramenta para o controle da mastite bovina, uma vez que permite a classificação dos diferentes tipos de irregularidades físicas e dos aspectos higiênicos do úbere. Estas irregularidades podem estar relacionadas a problemas de manejo e do sistema de produção, determinando uma maior predisposição da ocorrência de mastites no rebanho. Outro aspecto relevante é a higiene do úbere e para tanto é importante a avaliação desta característica no momento em que a vaca está sendo ordenhada, pois reflete na qualidade do leite e relaciona-se com a ocorrência de patógenos, principalmente ambientais nas mastites. O objetivo do presente estudo é utilizar o método de classificação por escores da integridade dos esfíncteres dos tetos e sujidade do úbere, correlacionando-os com a incidência de mastites subclínicas pelo Califórnia Mastitis Test (CMT), contagem de células somáticas (CCS) dos respectivos quartos mamários, bem como com os exames microbiológicos. Serão utilizadas 500 vacas em lactação, para colheita de amostras de leite individuais por quarto, em propriedades leiteiras localizadas no estado de São Paulo, independente de região, anotando-se em cada caso o nome das propriedades, e animais respectivos. Serão escolhidas propriedades com um número mínimo de cinquenta vacas em lactação com sistema de ordenha mecânica. Serão registradas informações sobre o histórico prévio de ocorrência de mastites e tratamentos utilizados. Serão examinados todos os animais em lactação previamente à ordenha, avaliando-se os aspectos do esfíncter do teto e de sujidade do úbere, classificando-se em ambas situações, de acordo com os escores estabelecidos. Após o exame do úbere e dos tetos dos animais, será realizado o CMT, nas amostras de leite, considerando-se como positivas à partir de reação (+). Serão desprezados os três primeiros jatos de leite, e será realizada a desinfecção do óstio do teto, com solução de álcool iodado a 5%. Serão colhidas amostras de 5 mL de leite, em frascos estéreis, rosqueados, para a realização de exame microbiológico. A contagem eletrônica de células somáticas das amostras de leite será realizada por citometria de fluxo com equipamento Somacount 300â no Laboratório do NUPEMAS da FMVZ UNESP-Botucatu-SP. A pesquisa da flora bacteriana aeróbica será realizada semeando-se 0,1 mL de leite de cada amostra em meio de ágar base adicionado de 5% de ágar sangue ovino, bem como em ágar MacConkey, incubando-se as placas a 37ºC com observação do desenvolvimento microbiano a cada 24 horas, por três dias e caracterização bioquímica. Os resultados obtidos serão analisados comparando-se os escores de integridade do esfíncter dos tetos e escores de sujidade do úbere com a incidência de mastites clínicas e subclínicas, com os resultados do CMT, de CCS e com as frequências de isolamentos dos diferentes microrganismos. (AU)