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Avaliação da expressão dos componentes da enzima NAD(P)H oxidase em tecidos muscular, hepático e adiposo em modelo experimental de resistência insulínica após o tratamento com losartan

Processo: 10/09254-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2010
Vigência (Término): 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Aparecida Emiko Hirata
Beneficiário:Mariana Corrêa de Melo Bertholdo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/51893-0 - Papel da NAD(P)H oxidase nos mecanismos moleculares da fisiologia das células beta pancreáticas, AP.TEM
Assunto(s):Losartan   Estresse oxidativo   Resistência à insulina   Obesidade

Resumo

Diabetes Mellitus é um grupo heterogêneo de doenças metabólicas caracterizado por hiperglicemia. Na forma mais comum da doença, o tipo 2, as etiologias ainda não estão estabelecidas. Há um componente genético, ainda mal definido e a obesidade, a inatividade física e o envelhecimento desencadeiam ou aceleram o aparecimento da doença. O DM2 parece ser poligênico, com polimorfismos que devem facilitar a instalação da resistência à insulina, bem como a redução de massa de células B. No paciente com DM2 a hiperglicemia e outras alterações metabólicas agravam a resistência à insulina e pioram a secreção de insulina, dificultando a investigação da seqüência patogênica nessa forma de diabetes. O problema principal desse tipo de diabetes é a resistência à ação da insulina, que leva a hiperglicemia, além de existir um defeito relacionado à secreção de insulina.A resistência à insulina a nível hepático se expressa por excessiva produção de glicose em jejum e redução na captação hepática de glicose no período absortivo, o qual resulta num "escape" de glicose responsável pela exagerada hiperglicemia pós-prandial. A resistência à insulina a nível periférico se traduz por redução na captação de glicose pelo músculo mesmo após exposição a níveis normais ou elevada de insulina. Embora essa resistência à ação da insulina promova uma diminuição na ligação da insulina aos seus receptores nos portadores de DM2, nas formas mais graves da doença (hiperglicemia de jejum > 180 mg%) coexistem defeitos a nível de receptores e pós-receptores, sendo que o defeito proeminente ocorre a nível intracelular (pós-receptor). A resistência à insulina é considerada a principal característica fisiopatológica da Síndrome Metabólica, Diversos mecanismos associam a resistência à insulina com a hipertensão e tais fatores associados frequentemente progridem para o desenvolvimento do diabetes e doenças cardiovasculares.Síndrome metabólica é caracterizada pela associação de fatores de risco para as doenças cardiovasculares , vasculares periféricas e diabetes. Ela tem como base a resistência à ação da insulina, hipertensão, obesidade abdominal e dislipidemia. Considerando o grande número de evidências associando hipertensão, resistência à insulina e o desenvolvimento do DM2, e uma possível ação autócrina e /ou parácrina da Ang II sobre os diferentes tecidos é provável que a presença do Sistema Renina Angiotensina (SRA) tenha alguma função importante em tais patologias.A obesidade e o diabetes são considerados estados pró-inflamatórios cujos mecanismos de sinalização estão envolvidos no desenvolvimento do estado de resistência insulínica. Fatores pró-inflamatórios induzem a produção de EROs via ativação da NAD(P)H oxidase e esta, é capaz de ativar a transcrição de diferentes genes pró-inflamatórios.Para tanto, o objetivo deste trabalho é avaliar o efeito do tratamento com losartan sobre a expressão protéica dos componentes da enzima NAD(P)H oxidase e do AT1 em fígado, músculo e tecido adiposo de modelo experimental de resistência insulínica.