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Concentrações naturais de elementos químicos nas unidades de conservação do estado de São Paulo

Processo: 06/04307-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2006
Vigência (Término): 30 de novembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica
Pesquisador responsável:Elisabete Aparecida de Nadai Fernandes
Beneficiário:Elvis Joacir de França
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Vegetação   Nutrientes minerais do solo   Contaminação química   Elementos químicos   Elementos-traço   Padrões de referência

Resumo

Unidades de conservação constituem-se na mais significativa estratégia para a manutenção da biodiversidade mundial. Sua conservação torna-se possível pelo conhecimento de processos promotores e mantenedores de caráter ecológico, econômico e ambiental. No Estado de São Paulo existem 85 áreas protegidas, que totalizam 3,4% do território paulista. Algumas das formações vegetais mais importantes do Estado como as Formações Pioneiras com Influência Marinha (Floresta de Restinga), a Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica), a Floresta Estacional Semidecidual e a Savana Florestada (Cerradão) estão representadas pelos Parques Estaduais da Ilha do Cardoso, da Serra do Mar e de Carlos Botelho, e pelas Estações Ecológicas dos Caetetus e de Assis, respectivamente. Em algumas dessas áreas foram instaladas parcelas permanentes com apoio do Programa BIOTA/FAPESP, que fornecem infra-estrutura adequada para a realização de estudos ambientais. Para o conhecimento da influência antrópica sobre os ecossistemas e o estabelecimento de padrões de referência para estudos de impacto ambiental, a obtenção das concentrações naturais de elementos químicos vem se tornando cada vez mais necessária em ecossistemas brasileiros. As técnicas analíticas multielementares são importantes ferramentas para esse tipo de estudo, principalmente pelo fato de possibilitar a caracterização abrangente dos compartimentos do ecossistema envolvendo elementos químicos essenciais, traços e tóxicos. A maior parte dos estudos de poluição tem sido conduzida em áreas industrializadas e urbanas e há poucos em áreas naturais remotas. Como resultado, a informação sobre a composição química elementar natural ainda é escassa. Esse conhecimento é essencial para a avaliação da qualidade do ambiente com relação à poluição ambiental, além de promover a conservação do ecossistema. Informação básica para o estudo da ciclagem de elementos químicos incluindo poluentes em plantas pode também ser obtida, analisando-se os compartimentos abióticos e bióticos tais como solo, atmosfera, folha e serrapilheira. A atmosfera pode ser representada pelos organismos epifíticos, cuja absorção de elementos químicos é realizada diretamente dessa entrada. Neste projeto, os compartimentos solo, folha, serrapilheira e epífita de ecossistemas florestais serão caracterizados quimicamente a partir da análise por ativação neutrônica instrumental (INAA). As concentrações naturais de cerca de 30 elementos químicos serão obtidas nas unidades de conservação, isto é, Parques Estaduais da Ilha do Cardoso, da Serra do Mar e de Carlos Botelho, e pelas Estações Ecológicas dos Caetetus e de Assis. A variabilidade inter-espécies da concentração de elementos químicos será comparada à variabilidade intra-espécies calculada para folhas e solos analisados. Aspectos de qualidade analítica, da representatividade amostral e da contaminação da superfície de folhas serão incluídos para a realização das diversas abordagens constantes neste trabalho. Os resultados das concentrações de elementos químicos serão compilados no banco de dados eletrônicos e-Edulis para facilitar sua divulgação na comunidade científica. (AU)

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