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Papel do sistema renina-angiotensina na lesão por isquemia e reperfusão de fígados de rato. Efeito do captopril.

Processo: 10/02644-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Márcia Regina Nagaoka
Beneficiário:Gustavo Protasio Pacheco de Jesus
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/55928-0 - Papel dos sistemas cinina e renina-angiotensina na lesão por isquemia e reperfusão de fígados de ratos, AP.JP
Assunto(s):Gastroenterologia   Angiotensinas   Isquemia   Reperfusão   Necrose   Fígado   Apoptose

Resumo

O sistema renina-angiotensina compreende angiotensinogênio circulante, sintetizado pelo fígado, que por ação da renina, libera angiotensina I (AI). A enzima conversora de angiotensina (ECA), por sua vez, converte AI em um produto biologicamente ativo, a angiotensina II (AII). Existem dois tipos de receptores para AII, AT1 e o AT2. O AT1 é o mediador das principais ações fisiológicas da AII. A função do receptor AT2 está sob investigação. A AII atua em múltiplos órgãos, principalmente via receptor AT1, na musculatura lisa vascular, promovendo vasoconstrição venosa e arterial. Nós verificamos que AII produz RHP, sendo este efeito losartan-dependente. Por outro lado, os efeitos metabólicos da AII são losartan-independentes e parecem estar dissociados dos efeitos hemodinâmicos. Além disso, Ramalho e cols. (2002) verificaram que inibição da ECA estimulou crescimento hepático, provavelmente devido ao aumento da BK, que parece aumentar a regeneração hepática. Foi observado que inibição da ECA também reduziu os danos causados pela isquemia-reperfusão em modelo experimental de transplante de fígado. Em modelo de isquemia e reperfusão de fígado, foi verificado o papel protetor do TCV-116, antagonista de AT1, contra a lesão hepática. Nenhum destes estudos analisou o papel do sistema renina-angiotensina na morte celular por IRI, visto que é o principal evento deste processo. Transplante hepático é terapia bem aceita para hepatopatias em estágio avançado, como a cirrose. A incidência de disfunção primária e de mau funcionamento inicial do enxerto é dependente do tempo de preservação a frio e está relacionada com lesão associada com a colheita do órgão, preservação e reperfusão, isto é, lesão por isquemia-reperfusão (IRI). O mecanismo básico da IRI é ainda pouco entendido. Verificamos que a IRI em fígados de rato é caracterizada por dois processos de morte celular, sendo um evento inicial de necrose das células endoteliais sinusoidais seguida de uma fase tardia com apoptose dos hepatócitos (Huet e cols., 2004). Durante isquemia, há perda do equilíbrio entre mediadores vasoativos causando forte alteração na microcirculação hepática. Na reperfusão, há ativação das células de Kupffer e subseqüente síntese de citocinas inflamatórias, que agrava ainda mais as alterações na microcirculação. O papel do sistema renina-angiotensina neste processo ainda não foi estudado e o objetivo deste projeto é verificar o papel deste sistema utilizando os inibidores da ECA (captopril) e do receptor AT1 (losartan) no líquido de preservação.Para tanto utilizaremos o sistema de perfusão de fígado isolado e para avaliar a IRI, utilizaremos marcadores bioquímicos, como liberação de enzimas (LDH, AST, ALT), depuração do BSP e produção de glicose pelos fígados preservados e reperfundidos. A expressão do B1R será avaliada por Western Blotting. A morte celular será avaliada por análise histológica (tripan blue), fragmentação do DNA (laddering), ELISA, dosagem enzimática da caspase-3 e TUNEL. Espera-se com este projeto entender melhor o processo de IRI e com isso melhorar a qualidade do fígado a ser transplantado e conseqüente sobrevida do receptor.