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Implantação e triagem da atividade antiviral de extratos de plantas brasileiras frente a vírus animal

Processo: 07/06994-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2007
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Clarice Weis Arns
Beneficiário:Luciana Konecny Kohn
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/50190-2 - Investigação do potencial biotecnológico e metabólico de organismos marinhos para processos de biorremediação e produção de substâncias com atividades anti-virais, anti-leishmania e anti-inflamatória (Biodiversidade Marinha), AP.BTA.TEM
Assunto(s):Antivirais   Plantas medicinais

Resumo

O interesse no desenvolvimento de agentes antivirais iniciou-se no final da segunda guerra mundial na Europa e em 1952 a Boots drugs company, na Inglaterra examinou a ação de 288 plantas contra o vírus da influenza A, encontrando 12 amostras que inibiram a replicação viral (Chantrill et al., 1952). Nos últimos 25 anos vários laboratórios em diferentes partes do globo iniciaram a triagem de novos antivirais avaliando a atividade de plantas medicinais utilizando ensaios in vivo e in vitro. Com o objetivo de realizar uma triagem para pesquisar substâncias com ação antiviral foram eleitos 13 extratos de plantas que serão testados frente a três gêneros de vírus animais que contenham as principais características morfológicas, portanto foram selecionados os seguintes vírus: Herpesvírus Bovino tipo 1 (vírus DNA envelopado), Metapneumovírus Aviário (vírus RNA, envelopado), Adenovírus canino (vírus DNA não envelopado). Serão avaliados alguns extratos de plantas usados no projeto FAPESP de atividade antitumoral desenvolvido pelo laboratório de cultura de células da divisão de Farmacologia e Toxicologia do CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da UNICAMP. Os extratos foram produzidos pela Divisão de Fitoquímica do CPQBA onde foram avaliadas a sua atividade antitumoral e antimicrobiana no projeto BIOTA da FAPESP. A seleção dos extratos foi realizada dando-se preferência para aqueles que estavam com os estudos fitoquímicos mais avançados.As perspectivas futuras são imensas visto que apenas 5% das espécies de plantas superiores foram investigadas deixando intocada uma vasta fonte de produtos naturais, potencialmente úteis principalmente no Brasil onde ocorre um grande número de vegetais que são química e farmacologicamente desconhecidos.