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Prospecção químico-farmacológica em plantas superiores: atividade de Mangifera indica Linn. sobre o sistema gastrintestinal

Processo: 04/03289-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2004
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2004
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Wagner Vilegas
Beneficiário:Juliana Aparecida Severi
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:02/05503-6 - Uso sustentável da biodiversidade brasileira: prospecção químico-farmacológica em plantas superiores, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Anacardiaceae   Cromatografia   Mangifera   Plantas medicinais

Resumo

A aparente Incompatibilidade entre os estudos químicos e farmacológicos de uma planta pode ser resolvida com a firme disposição em se abordar racionalmente o problema. Os grupos de pesquisas do IQ-Araraquara-Unesp, do IB-Unicamp e do IB-Botucatu-Unesp já produziram trabalhos significativos na investigação de plantas com atividades antiúlceras gástricas, antioxidante, analgésica e antiinflamatória, isso provém de uma estratégia que parte de informações etnofarmacológicas, segue com a realização de ensaios farmacológicos com extratos, realiza triagem fitoquímica, prossegue com o isolamento e identificação dos componentes e utiliza os componentes ou frações enriquecidas para a determinação dos prováveis mecanismos de ação farmacológica envolvida com a atividade detectada. Este projeto propõe dar continuidade ao estudo químico-farmacológico integrado de plantas, desta vez investigando espécie Mangifera indica Linn (Anacardiaceae, ordem Rutales). Seu fruto, a manga, é uma das frutas mais importantes comercializadas no mundo todo (Loeillet, 1994), sendo de fácil cultivo em regiões de climas tropical e subtropical Sua utilização na medicina tradicional também é ampla, apresentando diversas indicações, Do levantamento etnofarmacológico, merece destaque o uso das folhas pela população caribenha para problemas estomacais. Tendo em vista esta aplicação, foi possível verificar, através de ensaios biológicos realizados preliminarmente em nosso grupo, o efeito gastroprotetor que o extrato hidroalcoólico das folhas proporciona, através de modelos clássicos de indução de lesão gástrica em roedores pelos principais agentes etiológicos das úlceras gástricas no homem, Após esta verificação, um estudo fitoquímico do referido extrato também foi realizado, constatando-se que o mesmo se apresenta rico em flavonoides e com propriedades antioxidantes. Vários estudos já realizados com flavonoides confirmam que estes possuem uma forte atividade antioxidante, Estudos também revelam que a atividade antioxidante está relacionada com a atividade antiulcerogênica. Portanto, a presença da rutina e dos demais flavonóides que ainda não foram identificados no extrato hidroaleólico das folhas de M, indica pode estar relacionado com a atividade antiulcerogénica da espécie. Desta forma, um estudo fitoquímico mais aprofundado através de técnicas cromatográficas usuais, principalmente aquelas para substâncias polares (GPC, XAD2, DCCC, HSCC, HPLC, etc.), seguido de uma elucidação estrutural por métodos espectroscópicos (EM, UV, IV e RMN), podem corroborar para o uso popular da espécie. (AU)