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Desempenho produtivo de Tilápias do Nilo alimentadas com níveis de proteína digestível, energia digestível e colina

Processo: 10/10469-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 31 de agosto de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Margarida Maria Barros
Beneficiário:Eric Portilho de Araujo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Colina   Nutrição de peixes   Tilápia-do-Nilo

Resumo

Justificativa: O aumento da demanda por alimentos proteicos de alta qualidade; o crescimento da tilapicultura em cerca de 500% nos últimos dez anos; a falta de estudos para determinação dos valores de exigência em proteína e energia digestíveis, principalmente em condições intensivas de criação, tanques-rede e a falta de estudos sobre a colina minimizando o efeito do fígado gordo nos peixes justificam este estudo. Os objetivos são: avaliar as respostas de desempenho produtivo da tilápia do Nilo alimentadas com níveis de proteína digestível, energia digestível e colina. Esse experimento será realizado na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, UNESP, Univ. Estadual Paulista , Câmpus de Botucatu, DMNA, AquaNutri. Serão utilizados juvenis de tilápia Tailandesa, linhagem Supreme, proveniente da Piscicultura Fernandes - São Manuel/SP, os quais serão selecionados de forma a apresentarem-se homogêneos. Os juvenis serão alojados em tanques circulares de 250L, para seleção e distribuição nos aquários experimentais com uma semana para adaptação. Após atingirem aproximadamente 60g serão distribuídos em 40 aquários experimentais de 250L, numa densidade de oito juvenis por aquário. Estes estarão ligados ao sistema de recirculação, com aquecimento controlado por sistema digital integrado, objetivando manter a temperatura da água na faixa de conforto para a espécie (26,0 ± 1,0ºC). A água do sistema está acoplada a central de aeração e filtragem físico-biológica, a qual deverá manter sua qualidade e possibilitar renovação total a cada duas horas. O arraçoamento será à vontade e dividido em quatro vezes ao longo do dia. O delineamento experimental será fatorial de 5x2x2, sendo composto por cinco níveis de proteína (24,0; 26,0; 28,0; 30,0 e 32,0% de PD), dois níveis de energia (3200 e 3600 kcalED/kg de dieta) e dois níveis de colina (0,0 e 1000 mg/kg de dieta), com oito repetições por aquário e 16 por tratamento. As rações serão formuladas de forma apresentar níveis de aminoácidos conforme determinado por Furuya et al. (2001) e demais nutrientes segundo NRC (1993). Após formuladas as rações serão extrusadas, secas em estufa de circulação forçada de ar à 55ºC e fracionadas em função do tamanho dos animais. Os tratamentos serão distribuídos ao acaso entre os aquários, sendo dois aquários por tratamento e oito peixes por aquário. Os peixes serão identificados por micro-chipe, portanto sendo cada animal considerado uma repetição, totalizando oito repetições por aquário e 16 por tratamento. Diariamente será medida a temperatura da água e, semanalmente, o pH, o teor de oxigênio dissolvido e a amônia total utilizando-se sonda YSI 556®. Haverá sifonamento dos aquários sempre que necessário. Ao final de 120 dias, serão determinados: ganho de peso, taxa de sobrevivência, conversão alimentar aparente, consumo aparente de ração, taxa de crescimento específico, taxa de eficiência proteica, valor produtivo da proteína e retenção de energia. As análises químico-bromatológicas dos alimentos e rações serão realizadas no Laboratório de Bromatologia do Departamento de Melhoramento e Nutrição Animal da FMVZ, UNESP, Câmpus de Botucatu. Dados de desempenho serão submetidos à análise de variância (ANAVA) e, no caso de diferenças significativas, será realizado teste de comparação de médias de Tukey, com programa estatístico SAS.