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Efeito de Fontes de Gordura na Ração de Vacas em Lactação sobre a Produção e Composição da Fração Proteica do Leite

Processo: 08/09707-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Francisco Palma Rennó
Beneficiário:Rodolfo Daniel Mingoti
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vacas leiteiras   Desempenho produtivo   Consumo

Resumo

A utilização de diferentes fontes de gordura suplementar tem sido prática comum na alimentação de vacas em lactação, especialmente por permitir maior aporte de energia para a síntese de leite e de seus componentes, permitindo melhora no status energético desses animais. A suplementação de gordura nas rações de vacas leiteiras é utilizada durante a lactação por aumentar a densidade energética da dieta sem reduzir o conteúdo de fibras e, assim, promover aumento da ingestão de energia e da produção de leite.No entanto, a literatura recente demonstra que a suplementação de gordura para vacas em lactação pode promover variáveis respostas na produção e composição, sendo dependentes da dieta basal fornecida (especialmente o volumoso), estágio de lactação, balanço energético, composição e quantidade da fonte de gordura utilizada. Normalmente são esperadas variações na produção de leite da ordem de 0,5 até 2,5 kg/vaca/dia, dependendo também da fase de lactação que se iniciou a suplementação.Os resultados obtidos com a utilização de diferentes fontes de gordura suplementar para vacas em lactação têm sido condicionados a adaptação dos animais as rações contendo gordura e ao tempo suficiente de avaliação para responderem as dietas ricas em energia. Uma das razões para as variáveis respostas a suplementação de gordura dietética para vacas em lactação são as alterações no consumo de matéria seca (CMS) quando é iniciada a suplementação com gordura na ração, especialmente quando são comparadas diferentes fontes de gordura. Se houver redução de CMS, e a magnitude da redução de consumo for suficiente para reduzir o consumo diário de energia, não são observadas respostas significativas da adição de gordura nas dietas de vacas em lactação.Dessa forma, para que o CMS não seja influenciado, é necessário que as fontes de gordura dietética utilizadas não alterem a fermentação ruminal, especialmente a digestibilidade da porção fibrosa das dietas, e, concomitantemente, o CMS e a gordura do leite. As razões para a ocorrência de reduções de consumo em alguns experimentos com a utilização de gordura suplementar não são bem caracterizadas.Outro aspecto importante relacionado a utilização de gordura na ração de vacas leiteiras são resultados de pesquisas recentes que tem sugerido que as respostas negativas a suplementação com gordura para vacas em lactação são mais freqüentes quando a dieta é baseada totalmente ou majoritariamente com silagem de milho como volumoso padrão. Quando são combinadas algumas fontes de gordura dietética e silagem de milho são observados diferentes padrões de resposta.Se determinada fonte de gordura dietética influencia os processos fermentativos em nível de rúmen, podem ocorrer alterações na digestibilidade dos nutrientes, na produção de ácidos graxos voláteis no rúmen, modificações na produção e especialmente na composição do leite, com destaque para a marcante redução na produção de gordura e no perfil de ácidos graxos do leite, além de interferir na produção de proteína do leite.A hipótese científica a ser avaliada neste projeto sugere que, independentemente da fonte de gordura utilizada, a suplementação com gordura dietética influencia positivamente a produção de leite e seus componentes, sem influenciar, no entanto, a composição das frações protéicas do leite.Objetivou-se com este experimento avaliar os efeitos de diferentes fontes de gordura dietética suplementar para vacas em lactação sobre a produção e composição do leite (1), e a composição da fração protéica do leite (2). Serão avaliados: 1) avaliação das produções de leite, gordura, proteína e lactose, e 2) avaliação da composição das frações protéicas do leite.

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