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A 'Exposition d´Art Américain-Latin': estudo de caso

Processo: 07/59713-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2010
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Artes Plásticas
Pesquisador responsável:Claudia Valladão de Mattos Avolese
Beneficiário:Letícia Coelho Squeff
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Surrealismo   Modernismo no Brasil   Século XX

Resumo

Dentre as chamadas vanguardas históricas européias, o surrealismo talvez tenha sido o movimento que mais longas ramificações lançou no Novo Mundo. Em primeiro lugar, porque a América foi o destino de vários de seus membros que, a partir da década de 1930, deixaram uma Europa convulsionada por guerras e perseguições em busca de asilo. Em segundo lugar, porque é da América - particularmente da América Latina - que surgiram algumas das contribuições mais significativas para o percurso do surrealismo. A poética surrealista parece ter sido adotada por artistas de diferentes gerações, tornando-se uma linguagem profícua para pintores, escultores e fotógrafos, com desdobramentos ainda mais duradouros na literatura e no cinema produzidos no continente. Seja como movimento ou como poética, o surrealismo permaneceu no horizonte artístico e literário da América durante longo tempo. São bastante conhecidas as relações do surrealismo com o expressionismo abstrato nos Estados Unidos, ou o respaldo teórico com que investiu o movimento antropofágico no Brasil. Esta pesquisa pretende estudar a penetração do surrealismo na América Latina tendo como eixo dois focos de reflexão: o caso do México e o caso brasileiro. O México, pela importância que a pintura desse país alcança na primeira metade do século XX, não apenas no âmbito do continente, mas também em nível internacional. Além disso, o México recebeu boa parte dos líderes do movimento, tornando-se não apenas cenário, mas também um dos eixos de renovação do surrealismo a partir de então. Já o caso brasileiro serve como contraponto ao mexicano. Apesar de ter recebido alguns dos líderes do movimento surrealista, como Benjamin Péret, o surrealismo não chegou a se consolidar como tendência marcante do modernismo no Brasil. Apesar disso, ele esteve entre as poéticas adotadas por artistas como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, entre outros; e de modo mais programático nas realizações de Ismael Nery, Cícero Dias ou nas criações da escultora Maria Martins. Ao fazer um estudo comparativo da penetração do surrealismo no México e no Brasil, esta pesquisa pretende, por um lado, compreender e situar a pintura moderna brasileira em seu contexto latino-americano. Por outro, iluminar as manifestações variadas que a poética surrealista assume em diferentes contextos. (AU)