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Participação dos osteócitos nos mecanismos fisiopatológicos da doença óssea adinâmica

Processo: 08/55174-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Vanda Jorgetti
Beneficiário:Fabiana Giorgeti Graciolli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Osteócitos   Metabolismo mineral

Resumo

Os distúrbios na homeostase do cálcio, do fósforo, do calcitriol e do paratormônio(PTH) ocorrem precocemente nos pacientes com doença renal crônica(DRC) e desempenham papel fundamental na fisiopatologia das doenças ósseas que os acometem. A biópsia óssea é considerada o padrão ouro para o diagnóstico de doenças ósseas que podem ser representadas pela osteite fibrosa, osteomalácia e doença adinâmica(DOA). A DOA foi descrita pela primeira vez em 1983 em pacientes em hemodiálise e sua fisiopatologia é controversa, embora a maioria dos estudos seja unânime acerca da associação entre DOA e níveis reduzidos de PTH. É também associada ao diabetes mellitus, idade avançada, diálise peritoneal, corticóides e níveis reduzidos de hormônios sexuais e tireoidianos. Recentemente, a DOA também foi relacionada com calcificação vascular, aumento do risco de fraturas e da mortalidade. Nos últimos anos, vários estudos destacam a potencial participação dos osteócitos na regulação do metabolismo mineral. Essas células representam cerca de 90% do total de células ósseas e são encontradas no osso mineralizado, dentro de lacunas ósseas e através de estímulo mecânico podem regular a formação de osteoblastos. Dentre as proteínas produzidas pelos osteócitos estão o MEPE, a Osteopontina, DMP1, PHEX, PTHR1 e FGF-23. Muitas dessas proteínas são reguladas pelo fósforo sérico e vit D. Nos últimos anos, nosso laboratório estudou os níveis séricos de FGF-23 em pacientes com DRC e demonstramos que entre os hemodialíticos há elevada prevalência de DOA e níveis séricos de FGF-23 extremamente altos que correlaciona com parâmetros histomorfométrícos e score de cálcio coronário. Estes resultados preliminares sugerem participação dos osteócitos na fisiopatologia da DOA e a investigação dos mecanismos pelos quais esses eventos se desenvolvem contribuirá para o tratamento de pacientes com DRC que desenvolvem DOA e muitas vezes sem causa conhecida. O objetivo geral é investigar a expressão de proteínas produzidas pelos osteócitos e sua influência no potencial de diferenciação de células do tecido ósseo de pacientas com DOA. (AU)