Busca avançada
Ano de início
Entree

Eixo imune-pineal - produção endócrina e parácrina de melatonina em condições de injúria no SNC

Processo: 08/56415-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 30 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Regina Pekelmann Markus
Beneficiário:Luciana Pinato
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:07/07871-6 - Eixo Imune-Pineal: produção endócrina e parácrina de melatonina em condições de injúria, AP.TEM
Assunto(s):Melatonina   Fatores de necrose tumoral   NF-kappa B

Resumo

Em mamíferos a glândula pineal é responsável pela transdução do foto período ambiental em sinalização hormonal endócrina. O hormônio melatonina sinaliza a noite, visto que sua produção é inibida pela luz. O núcleo supraquiasmático do hipotálamo mantém um ritmo circadiano que é ajustado pela luz; no escuro, através de uma via polissináptica, ocorre ativação dos neurônios simpáticos que inervam a pineal e induzem a produção de melatonina. Por muitos anos este foi o único paradigma sobre a produção de melatonina pela pineal. Recentemente, após a demonstração que citosinas pró-inflamatórias podem suprimir a produção de melatonina pela pineal, via ativação do fator de transcrição nuclear kappa B (NFKB), foi demonstrado que injúrias induzidas por processos infecciosos, inflamatórios, ou mesmo estresse levam a essa inibição. Além disso, ficou demonstrado que agentes pró-inflamatórios podem levar à produção periférica de melatonina. Portanto, nossa hipótese de trabalho está baseada no conceito de uma alternância entre a produção pineal e periférica (por células imunocompetentes) de melatonina após uma injúria. Embora a pineal seja a principal fonte de melatonina, o estudo da produção extrapineal inclusive no sistema nervoso central (SNC) vem ganhando relevância, até mesmo para que se possa entender melhor o papel desta molécula nos processos de defesa do organismo. A possibilidade da ativação da resposta imune inata suprimir a produção de melatonina pineal e induzir a produção por células imunocompetentes já foi demonstrada na periferia, mas esta questão ainda não foi explorada no SNC. Nosso interesse é lançar as bases celulares para determinar se uma injúria no SNC poderia bloquear a produção de melatonina pela pineal e se, nesta condição, essa molécula passaria a ser sintetizada por células gliais. Ainda, baseados na hipótese de que a melatonina produzida extra-pinealmente estaria envolvida em processos de defesa, investigaremos o papel protetor da melatonina sobre astroglias de diferentes áreas encefálicas desafiadas por estímulos injuriantes. (AU)