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Isolamento e caracterização bioquímica da lectina do veneno de Bufo paracnemis

Processo: 05/02145-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2006
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Eliane Candiani Arantes Braga
Beneficiário:Laura Fonseca Orlando
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Hemaglutinação   Lectinas

Resumo

O estudo de venenos animais tem se intensificado devido ao seu grande potencial biológico como fonte de princípios ativos para o desenvolvimento de diversos fármacos. As secreções da pele de anfíbios contêm vários componentes biologicamente ativos, tais como: aminas, complexos alcalóides, hormônios nocivos a predadores, peptídeos antibióticos e lectinas. Em estudos prévios realizados em nosso laboratório verificamos que o veneno do sapo Bufo paracnemis induz hemaglutinação de eritrócitos de rato, efeito característico de lectinas. Tendo em vista estes dados, o presente projeto visa o isolamento da lectina presente no veneno do sapo Bufo paracnemis e a caracterização estrutural e funcional parciais dessa molécula reconhecedora de carboidratos. A purificação da lectina será realizada através de cromatografia de troca iônica (catiônica ou aniônica), filtração molecular, cromatografia de afinidade e/ou cromatografia líquida de alta eficiência com colunas de fase reversa (C-18 ou C4), ou outros procedimentos que se tornarem necessários para a obtenção da lectina pura. Serão determinados seu peso molecular aproximado e o ponto isoelétrico. A avaliação da atividade lectínica do veneno e proteína isolada será feita pelo método semi-quantitativo de hemaglutinação, utilizando hemácias de ratos. Será também analisada a inibição da hemaglutinação por açúcares, o que contribuirá para a caracterização da atividade lectínica.Lectinas são proteínas capazes de reconhecer de modo específico carboidratos, associados (glicoconjugados) ou não a outras estruturas. As lectinas derivadas de venenos podem ser utilizadas como ferramentas experimentais para o estudo de eventos biológicos e como agentes terapêuticos ou biotecnológicos.