Busca avançada
Ano de início
Entree

Remoção de mediadores inflamatórios por hemodiafiltração em pacientes com insuficiência renal aguda

Processo: 05/02524-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2005
Vigência (Término): 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Miguel Cendoroglo Neto
Beneficiário:Beata Marie Redublo Quinto
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/08311-6 - Mecanismos moleculares, celulares e fisiopatológicos da insuficiência renal aguda, AP.TEM
Assunto(s):Lesão renal aguda   Citocinas   Hemofiltração   Resposta inflamatória   Nefrologia   Sepse

Resumo

A insuficiência renal aguda (IRA) se desenvolve em mais de 9% dos pacientes internados, mas apenas uma pequena percentagem requer terapia de reposição renal1. A maioria dos pacientes que desenvolve IRA isolada é tratada com hemodiálise intermitente (HDI). Em unidades de terapia intensiva (UTI), entretanto, a IRA freqüentemente ocorre em pacientes com graves complicações clínicas, cirúrgicas ou traumáticas, com disfunção de múltiplos órgãos e sistemas. Nestes pacientes gravemente enfermos a IRA é uma manifestação comum da sepse. O manejo adequado destes pacientes gravemente enfermos que requerem diálise persiste como um dos grandes desafios da nefrologia. Para esses pacientes, as conseqüências da IRA dialítica são devastadoras, com mortalidade na maioria das séries variando de 42-75%. As terapias dialíticas de reposição renal atualmente disponíveis incluem a HDI, diálise peritoneal (DP) ou as terapias de reposição renal contínuas (TRRC). A TRRC oferece vantagens em relação a HDI, incluindo melhor homeostase hemodinâmica e melhor controle de volume. A TRRC permite ainda uma infusão virtualmente ilimitada de líquidos como nutrição parenteral e drogas vasoativas, enquanto permite adequado clearance de solutos. Entretanto, existem algumas desvantagens tais como alto custo e a necessidade de anticoagulação e imobilização prolongada, o que traz um risco aumentado de sangramentos e infecção nosocomial. Na prática clínica, a hemofiltração veno-venosa contínua (HVVC) e a hemodiálise veno-venosa contínua (HDVVC) são modalidades de TRRC comumente usadas, pois são feitas com a utilização de bombas de rolete, e o acesso vascular para as mesmas é simples, e traz menos complicações. Vários estudos têm tentado determinar se o efeito benéfico da TRRC em pacientes graves pode ser parcialmente atribuído à remoção convectiva, difusiva ou adsortiva de citocinas pró-inflamatórias, particularmente TNF-alfa; e IL-1. Entretanto, poucos e conflitantes dados existem envolvendo a remoção de citocinas por TRRC de pacientes com IRA associada a sepse. Neste estudo pretendemos avaliar 60 pacientes com IRA em TRRC e 30 indivíduos voluntários sadios (grupo controle) para:1)Verificar se a HVVC oferece clearance convectivo/adsortivo de citocinas/mediadores pró e antiinflamatórios em pacientes com IRA.2)Avaliar a atividade biológica do ultrafiltrado, estudando seu impacto nas células mononucleares do sangue periférico (MN) e funções de neutrófilos (PMN) de indivíduos sadios.3) Comparar duas modalidades de diálise contínua quanto aos parâmetros imunológicos – HVVC com filtro de alta permeabilidade (An69 – máquina Prisma – HospaL) e HVVC com filtro de hemodiálise convencional de baixo fluxo (polisulfona, F6, Fresenius).Os resultados desses estudos poderão aumentar nossa compreensão sobre a cinética dos mediadores inflamatórios durante a hemofiltração, além de ter implicações potenciais para o desenvolvimento de estratégias que aumentem a eficácia da hemofiltração, de forma a reduzir a disfunção de MN e PNM, aumentando desta forma os mecanismos de primeira linha de defesa em pacientes graves com IRA.