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Etiologia bacteriana, multirresistência dos isolados e detecção de resíduos de antimicrobianos no leite de ovelhas, com e sem mastite, criadas a pasto ou manejadas em ordenha mecânica, e resistência à meticilina em linhagens do gênero Staphylococcus

Processo: 08/55564-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2008
Vigência (Término): 30 de novembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Marcio Garcia Ribeiro
Beneficiário:Isabella Belletti Mutt Perrotti
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Mastite animal   Etiologia animal   Leite   Ovinos

Resumo

A etiologia da mastite em ovelhas é complexa, causada principalmente por agentes bacterianos. O gênero Staphylococcus é o principal agente da mastite em animais, em virtude da alta ocorrência, contagiosidade, da refratariedade à terapia e pela produção de toxinas, que podem provocar infecções ou toxi-infecções no homem. Staphylococcus spp possui como habitat a microbiota da pele, mucosas e conjuntivas dos animais e do homem. A capacidade de manutenção intracelular em fagócitos, a formação de micro-abscessos e a permanência em animais sem mastite (portadores), são fatores que dificultam sobremaneira o controle e a profilaxia da mastite por estes microrganismos. Na prática, o tratamento intramamário de ovinos com mastite é realizado utilizando antimastíticos idealizados para bovinos. Não existem antimastíticos disponibilizados comercialmente no Brasil produzidos especificamente para pequenos ruminantes. O uso de antimastíticos de bovinos em pequenos ruminantes, determina baixa efetividade da terapia, visto que existem diferenças quanto à etiologia da mastite nestas espécies. Ademais, a alta concentração dos antimastíticos de bovinos pode gerar aumento no período de carência de resíduos de drogas em ovelhas. O uso indevido de antimicrobianos na terapia da mastite em animais, aumenta a pressão seletiva para estirpes multirresistentes, que dificultam o sucesso do tratamento dos animais acometidos e podem, inclusive, serem veiculadas para o homem pelo consumo do leite "in natura". Neste contexto, em 2001, foi deflagrada a Instrução Normativa 51 pelo MAPA, que determinou várias alterações na produção de leite nacional de leite animal - com destaque para o rigor na ausência de resíduos de antimicrobianos no leite destinado ao consumo -, com vistas à salvaguardar a qualidade do produto nacional. Recentemente, a ocorrência de estirpes de Staphylococcus spp meticilina-resistentes tem sido considerada problema de saúde emergente. Estas estirpes têm sido isoladas de diferentes afecções em animais, incluindo em casos de mastite. No Brasil, são escassos os estudos envolvendo a ocorrência de Staphylococcus spp meticilina-resistentes em linhagens de origem animal. O presente estudo pretende investigar a etiologia bacteriana, multirresistência dos isolados aos antimicrobianos comerciais de uso na mastite, e a detecção de resíduos de antimicrobianos no leite de ovelhas, com e sem mastite, em ordenha manual ou a pasto. Pretende-se, também, avaliar a multirresistência à meticilina em linhagens de Staphylococcus spp isoladas das ovelhas. (AU)