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Investigação Biofisica das Etapas Intermediárias dos Mecanismos de Fusão dos Flavivirus.

Processo: 08/01636-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Paolo Marinho de Andrade Zanotto
Beneficiário:Ana Vitória Botelho
Instituição-sede: Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Lipossomos   Virossomos   Fluorescência   Fusão de membrana

Resumo

O vírus da dengue é membro da família Flaviviridae, gênero flavivirus, e constitui uma das mais importantes viroses epidemológicas emergentes. A proteína E é a maior proteína da superfície do envelope viral e é responsável pela entrada do vírus na célula hospedeira. A entrada ocorre através da ligação da proteína E com receptores específicos. Nesta etapa, a proteína E se encontra na conformação de dímeros, posicionados em um arranjo anti-paralelo na superfície do envelope. Após a ligação com o receptor, o vírus entra na célula por endocitose induzindo mudanças conformacionais na proteína E, que passa de dímeros para monômeros. Na forma monomérica a alça de fusão é exposta para se ligar na membrana da célula, promovendo a formação de trímeros, que cataliza a fusão das membranas do vírus e hospedeiro. Esse processo favorece a liberação do genoma do vírus no citoplasma da célula hospedeira, incumbindo o vírus aos ciclos contínuos de infecção. Estas mudanças estruturais são os pontos principais no processo de fusão do vírus com a célula hospedeira. O presente projeto tem como principal objetivo investigar os mecanismos destas mudanças conformacionais, para compreensão dos aspectos funcionais associados com as etapas de fusão do flavivirus. Este estudo se baseia em examinar a estabilidade dos estados oligoméricos da proteína envelope, através de análises termodinâmicas e cinéticas, utilizando como sistemas modelos os ectodomínios sE, bem como a proteína E integral, que deverá ser expressa e inserida em lipossomos para correlacionar a cinética de fusão da membrana com sua identidade lipídica. Este trabalho apresenta experimentos que visam entender as funções das proteínas de fusão do Tipo II e os resultados repercutirão na ciência básica assim como em eventuais ensaios para descobrimento de drogas contra o Dengue e flavivirus em geral.