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Determinação de N-N-dimetiltriptamina (DMT) e beta-carbolinas (alcaloides de ayahuasca) em plasma por cromatografia em fase gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS)

Processo: 06/06422-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2007
Vigência (Término): 18 de março de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Pesquisador responsável:Mauricio Yonamine
Beneficiário:Wagner Abreu e Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Toxicologia social   Ayahuasca   Espectrometria de massas   Alcaloides

Resumo

A ayahuasca é uma bebida preparada pela infusão de plantas nativas da região da Bacia Amazônia, originariamente utilizada por indígenas em rituais xamânicos. Ela combina a ação alucinogênica da dimetiltriptamina (DMT), um agonista serotoninérgico de receptores 5-HT2A/2C com beta-carbolinas, que são inibidores da monoaminoxidase-A (MAO-A). As principais beta-carbolinas encontradas na ayahuasca são a harmina, a harmalina e a tetraidro-harmina. Essa bebida também tem sido utilizada como parte de cerimônias em alguns movimentos sincréticos religiosos do Brasil como o Santo Daime e a União do Vegetal (UDV). Apesar do Brasil ser o único país a ter o uso religioso da ayahuasca reconhecido por lei, grupos religiosos têm se espalhado na Europa e Estado Unidos, chamando a atenção de pesquisadores internacionais quanto aos efeitos psicoativos dessa bebida. Entretanto, relativamente poucas informações pré-clínicas e clínicas foram acumuladas no sentido de fornecer uma base científica consistente para afirmar que o uso da ayahuasca é seguro ou não. Essa falta de informação tem aberto margem para especulações e controvérsias sobre os possíveis efeitos indesejados da exposição aos alcaloides presentes nessa bebida. No presente projeto, um método analítico será desenvolvido e validado para determinação de DMT e beta-carbolinas em amostras de plasma por cromatografia em fase gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC-MS). O método poderá ser aplicado em futuros estudos farmacológicos e toxicológicos envolvendo os alcaloides da ayahuasca. (AU)