Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo da relação estrutura - função de peptídeos semi-cíclicos: uma nova classe de toxina dos venenos de vespas sociais

Processo: 09/02168-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Mario Sergio Palma
Beneficiário:Paulo César Gomes
Instituição-sede: Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/57122-7 - Procura de compostos líderes para o desenvolvimento racional de novos fármacos e pesticidas a partir bioprospecção da fauna de artrópodes brasileiros, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Espectrometria de massas   Bioprospecção

Resumo

Os venenos produzidos por insetos sociais da ordem Hymenoptera têm chamado a atenção de bioquímicos, imunologistas, farmacologistas e neurobiologistas, tanto do ponto de vista clínico como biotecnológico, devido à grande quantidade de compostos bioativos presentes nos mesmos. A vespa social neotropical Polybia paulista (popularmente conhecido como "Paulistinha") é uma espécie de hábito urbano, relativamente agressiva e endêmica do sudeste do Brasil, onde causa freqüentemente acidentes por ferroadas. De um modo geral, os venenos de vespas causam dores prolongadas, edema, eritema, reações alérgicas e até mesmo anafiláticas, que muitas vezes, chegam a ser letais. Os venenos de vespas possuem uma grande quantidade de componentes bioquímica e farmacologicamente ativos, tais como aminas biogênicas, peptídeos e proteínas. Os peptídeos são divididos em três subgrupos principais: Cininas, Peptídeos Quimiotáticos e Mastoparanos. Uma nova classe de componentes tóxicos foi isolado do veneno da vespa Polybia paulista; o novo peptídeo denominado Paulistina, precisa ser investigado em relação à sua função biológica e modo de ação, pois se diferencia de outras classes de peptídeos isolados desses venenos por não possuir uma estrutura linear, devido à presença de dois resíduos de cisteína em sua cadeia, que formam uma ponte dissulfeto intramolecular. Este trabalho propõe o estudo do peptídeo Paulistina em sua forma sintética, com e sem a ponte dissulfeto, com o objetivo de caracterizá-lo bioquímica e farmacologicamente, enfocando principalmente o estudo da importância da ponte dissulfeto para a estrutura molecular do peptídeo e de sua atividade biológica.