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Exposição crônica ao estresse: alterações comportamentais e neuroquímicas relacionadas à dependência ao etanol

Processo: 08/10892-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2009
Vigência (Término): 31 de agosto de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Pesquisador responsável:Cleopatra da Silva Planeta
Beneficiário:Marcelo Tadeu Marin
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Estresse psicológico   Etanol   Autogestão

Resumo

A dependência ao etanol é uma desordem crônica caracterizada por compulsão para o consumo da substância, perda do controle para limitar sua administração e aparecimento de síndrome de abstinência quando o acesso à substância é impedido. Modelos animais de auto-administração operante com esquema de razão progressiva são utilizados para estudo de características relacionadas à dependência, como a motivação para o consumo da substância. Além disso, a oferta de etanol em bebedouros, dependendo do procedimento crônico, pode induzir o consumo de grandes quantidades de etanol e o aparecimento sinais da síndrome de abstinência. Neuroadaptações, principalmente no núcleo acumbens e amídala têm sido relacionadas ao consumo de etanol e o aparecimento de sintomas relacionados à ansiedade na retirada da substância. Essas neuroadaptações incluem alterações do fator de transcrição CREB e do receptor tipo 1 do fator liberador de corticotrofina (CRF-R1). Além disso, o estresse tem sido destacado como fator importante no desenvolvimento de dependência. No entanto, pouco se sabe sobre as neuroadaptações desencadeadas pelo estresse e sua relação com parâmetros da dependência ao etanol. Assim, o objetivo do projeto é avaliar: a) se o estresse crônico de imobilização altera a motivação para o consumo de etanol no modelo de auto-administração operante, b) se o estresse pode alterar o aparecimento de sinais da síndrome de abstinência ao etanol em um procedimento de consumo prolongado e intenso de etanol em bebedouros e c) se CREB e CRF-R1 no núcleo acumbens e amídala são alterados pelo estresse e estão relacionados a mudanças no consumo de etanol e sinais da síndrome de abstinência. (AU)