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O aluno deficiente auditivo, usuário de implante coclear, na escola: análise situacional e intervenção fonoaudiológica

Processo: 06/06863-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2007
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fonoaudiologia
Pesquisador responsável:Eliane Maria Carrit Delgado-Pinheiro
Beneficiário:Kellen Cristina Popin Martins
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Marília. Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Deficiência auditiva   Escolas   Implante da cóclea   Audiologia educacional   Surdez   Educação inclusiva   Educação para deficientes

Resumo

Atualmente tem ocorrido, no Brasil, uma reestruturação política e educacional, sendo a meta dessa reestruturação a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na comunidade escolar regular. Diante do contexto de inclusão, o deficiente auditivo representa dois grupos, sendo um grupo o que se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais, na qual necessita da atuação de professores e instrutores de Libras no contexto escolar, e o outro grupo que se comunica oralmente, necessitando de adequações no ambiente, relacionadas à minimização do ruído, distância e reverberação, e de condutas que propiciem o acesso a linguagem oral e favoreça uma efetiva comunicação. O desenvolvimento da linguagem oral pode se concretizar nos alunos deficientes auditivos com a possibilidade de se comunicar oralmente, com a utilização de recursos tecnológicos, como por exemplo, o implante coclear, o qual possibilita o acesso à percepção dos sons da fala, auxiliando a criança na compreensão e expressão da linguagem oral. Entretanto, a efetividade desse dispositivo é determinada pela intervenção terapêutica que sucede a implantação, paralelo ao envolvimento familiar e da equipe escolar, na habilitação/reabilitação da criança. Se a parceria entre terapeuta, família e escola ocorrer de maneira satisfatória, haverá condições adequadas para o desenvolvimento escolar e social dessa criança. Devido ao fato de o ambiente escolar ser o local onde o aluno permanece a maior parte do dia, este poderá auxiliar no desenvolvimento da linguagem e conseqüentemente da aprendizagem. Entretanto a escola encontra-se sobre forte impacto de ruídos diversos, distância e reverberação, sendo estes fatores, opositores invisíveis à aprendizagem para o aluno deficiente auditivo. Outro fator a ser destacado é que as situações de comunicação no contexto escolar, muitas vezes não permitem que o aluno deficiente auditivo entenda o que está sendo falado. Para minimizar os efeitos que dificultam à aprendizagem e comunicação da criança deficiente auditiva podemos utilizar algumas estratégias, como, falar com voz clara, com intensidade normal, próximo à criança, falar preferencialmente sem ruído mascarante, reconhecer as tentativas de comunicação da criança, falar sobre o que está acontecendo, utilizar sentenças simples e repetições, favorecendo a comunicação com o aluno deficiente auditivo. Para que as situações comunicativas se concretizem é necessário uma atuação adequada e consciente dos professores e da equipe escolar bem como a participação efetiva dos colegas de classe.Com o intuito de contribuir para que ocorra adequações de comunicação no ambiente escolar, possibilitando o desenvolvimento de linguagem e acadêmico, de alunos deficientes auditivos, usuários de implante coclear. O presente estudo tem por objetivos: verificar os conhecimentos sobre a deficiência auditiva de professores e alunos ouvintes da mesma classe do aluno usuário de implante coclear. Analisar as possibilidades de comunicação com a criança deficiente auditiva, elaborar atividades lúdicas de intervenção, que permitam as crianças e professores compreenderem as estratégias facilitadoras no momento da comunicação. Ao final do programa de intervenção avaliar o resultado das atividades propostas. (AU)