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Categorização social e concepção de Doença de Alzheimer: implicações e perspectivas dos modelos biomédico e social

Processo: 10/10785-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2010
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística
Pesquisador responsável:Edwiges Maria Morato
Beneficiário:Thais Machado Dias
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Neurolinguística   Doença de Alzheimer   Linguagem e cognição   Relações interpessoais

Resumo

A patologia de Alzheimer não altera apenas estruturas neurológicas e funções mentais variadas, mas, sobretudo processos sócio-cognitivos como linguagem e interação; isso faz com que não apenas funções mentais sejam alteradas isoladamente, mas toda a organização simbólica das práticas sociais quotidianas nas quais se envolvem os indivíduos cérebro-lesados. Ancoradas numa perspectiva sócio-cultural da cognição humana (Tomasello, 2003), procuramos investigar neste estudo como emergem as categorizações sociais atribuídas ao portador da Doença de Alzheimer, bem como conhecer quais as concepções de Doença de Alzheimer veiculadas em diferentes contextos sociais, tais como as reuniões mensais promovidas pela ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer), as discussões de casos clínicos no ambiente hospitalar (Hospital de Clínicas da Unicamp) e as entrevistas com familiares (feitas pela candidata, estudante do quarto ano de Medicina da Unicamp). Pretendemos descrever e analisar como essas atividades referenciadoras têm relação com os diferentes modelos explicativos e diagnósticos da Doença de Alzheimer, como o biomédico (cf. Barbizet e Duizabo, 1985; Folstein et al., 1975. Bertolucci et al, 1994;) e o social (cf.Graham, 2006; Duchan & Kovarsky; 2005; Leibing, 2006). Para tanto, procederemos a uma análise dos pressupostos e métodos próprios à natureza desses modelos, denominados biomédico e social, apontando os limites e os alcances explicativos de ambos em relação à Doença de Alzheimer, bem como suas implicações para o enfrentamento clínico e social da patologia. Com isso, esperamos que o projeto contribua para uma melhor compreensão das implicações da recepção social da Doença de Alzheimer e das intervenções médico-terapêuticas no terreno das ciências da saúde. (AU)

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