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Cláudio Santoro e a música erudita brasileira: Uma trajetória estético-política (1940-1960).

Processo: 09/10500-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2009
Vigência (Término): 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Tania da Costa Garcia
Beneficiário:Mário André Ornaghi
Instituição-sede: Faculdade de História, Direito e Serviço Social. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Partido Comunista Brasileiro

Resumo

A partir da trajetória artística do músico e compositor Cláudio Santoro, este trabalho tem por objetivo analisar o embate de idéias entre os dois mais importantes movimentos da música erudita brasileira, ocorridos entre as décadas de 1940 e 1950, representados respectivamente pelo grupo Música Viva - baseado nas vanguardas musicais européias e no uso do dodecafonismo - e pelo nacionalismo musical que, oriundo do modernismo da década de 20, teve na década de 40, a adesão de alguns de seus integrantes à corrente estético-filosófica do realismo socialista soviético. Cláudio Santoro estudou a técnica do dodecafonismo com Koellreutter no grupo Música Viva no início dos anos 1940 e pouco tempo depois - por outras influências que não a do grupo - aproximou-se da ideologia comunista. Com a adesão do PCB às regras do jdanovismo em 1948, os músicos de orientação comunista passaram a seguir à risca as recomendações estéticas de Moscou, acarretando uma mudança brusca em suas formas de composição. Assim, nosso intuito neste projeto é relacionar as opções estéticas de Cláudio Santoro às ideologias de esquerda e ao nacionalismo musical vigente no período. Para tanto analisaremos as implicações do "2º Congresso Internacional de Compositores e Críticos de Música", realizado em Praga em 1948, do qual participaram compositores, críticos musicais e dirigentes soviéticos, e a conseqüente apropriação de um discurso nacionalista entre os compositores eruditos de vanguarda no Brasil, processo que ocorre em meio ao cenário de polarização política da guerra fria. O período abordado vai de 1940, quando Koellreutter ministra aulas para Cláudio Santoro, até a década de 60, quando este último retorna às suas composições dodecafônicas, indicando uma brusca mudança na ideologia do realismo socialista e do PCB - partido ao qual era filiado.