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Avaliação de fotoproteção e determinação de lesões de DNA induzidas por luz UV e solar na molécula de DNA e em células humanas

Processo: 09/54662-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2010
Vigência (Término): 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Mutagênese
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:Andre Passaglia Schuch
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/52417-7 - Respostas celulares a lesões no genoma, AP.TEM
Assunto(s):Reparo do DNA   Raios ultravioleta   Luz solar   Dano ao DNA   Fator de proteção solar

Resumo

Devido a sua localização geográfica, altas doses de radiação ultravioleta (UV) incidem no território brasileiro, onde a população tem como costume se expor prolongadamente aos raios solares. Conseqüentemente, o uso de produtos contendo filtros solares tornou-se a principal estratégia de proteção adquirida por grande parte da população. A avaliação atual do Fator de Proteção Solar (FPS) de uma substância é aqui questionada devido à verificação de uma eficiente indução de lesões de DNA pela radiação UVA, na qual não é considerada em testes de FPS por não induzir eritema. Desta forma, com o uso da tecnologia Dosímetro de DNA, pretendemos avaliar a eficiência de proteção biológica de substâncias através da determinação do fator de proteção solar ao DNA (FPS-DNA). Os valores do FPS-DNA serão obtidos através da quantificação de lesões de DNA com o uso de enzimas de reparo de DNA e anticorpos específicos, após exposições às radiações UVB, UVA e solar. Os valores de FPS-DNA serão correlacionados com a indução de lesões de DNA e de apoptose em linhagens de fibroblastos humanos (proficientes e deficientes em reparo de DNA). Também, pretende-se construir uma nova linhagem de fibroblasto humano deficiente nas vias de reparo por excisão de nucleotídeos (mutada no gene XPA) e no reparo por excisão de bases, através do silenciamento do gene OGG1 com o uso de lentivírus recombinante e transdução do shRNA específico para esse gene. Com essas células, será possível avaliar o real impacto biológico das lesões oxidativas formadas pela luz UVA. Portanto, a aplicação do Dosímetro de DNA fornecerá uma análise a nível molecular da qualidade de proteção de uma determinada substância. Adicionalmente, com o uso de células deficientes em reparo de DNA, esperamos criar um novo critério de avaliação de fotoproteção de filtros solares in vitro que seja exclusivo para pessoas com hipersensibilidade à luz solar e, com isso, suprir uma importante carência de informação para esses consumidores e seus familiares. (AU)