Busca avançada
Ano de início
Entree

Análise proteômica do miocárdio de doadores de órgãos e de pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica, idiopática e isquêmica: abordagens por LC-MS/MS e DIGE

Processo: 10/50820-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Edecio Cunha Neto
Beneficiário:Priscila Camillo Teixeira
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Espectrometria de massas   Proteômica   Cardiomiopatia chagásica   Insuficiência cardíaca

Resumo

A Cardiomiopatia Chagásica Crônica (CCC) apresenta intenso infiltrado inflamatório no tecido cardíaco, sendo que pacientes com CCC apresentam um pior prognóstico quando comparados aos portadores de outras cardiomiopatias de etiologia não inflamatória, como a cardiomiopatia dilatada idiopática (CDI) e a cardiomiopatia isquêmica (CI). Resultados preliminares de expressão protéica, utilizando eletroforese bidimensional com marcação fluorescente (DIGE) e espectrometria de massa, mostram que pacientes com CCC apresentam diversas proteínas com expressão alterada no miocárdio em comparação com pacientes com CDI, CI e indivíduos sem cardiomiopatias, incluindo proteínas envolvidas no metabolismo energético, em resposta ao estresse, em apoptose, entre outras. Assim, com o objetivo de aprofundar as analises de expressão protéica no miocárdio de pacientes com CCC, CDI e CI e de indivíduos sem cardiomiopatias, pretendemos realizar a separação protéica por eletroforese unidimensional seguida por análise em cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massa (LC- MS/MS). Esta análise irá nos permitir detectar um número muito maior de proteínas, inclusive as que apresentam menor expressão. Estudos também mostram que pacientes com CCC do sexo masculino apresentam uma menor sobrevida quando comparados com pacientes com CCC, de mesma classe funcional de insuficiência cardíaca, porém do sexo feminino. Assim, pretendemos também realizar uma análise proteômica diferencial entre estes pacientes, utilizando ambas as tecnologias: DIGE e LC-MS/MS. Sendo assim, acreditamos que o estudo da expressão protéica no miocárdio de pacientes com CCC, CDI e CI e de indivíduos sem cardiomiopatias poderia sugerir um motivo pelo qual pacientes com CCC apresentam um pior prognóstico em relação às pacientes com outras cardiomiopatias, ou até mesmo poderia indicar novos alvos para intervenção terapêutica em portadores da Doença de Chagas e de insuficiência cardíaca. (AU)