Busca avançada
Ano de início
Entree

Os novos programas sociais e as (re)configurações de gênero nas famílias atendidas

Processo: 09/16755-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2009
Vigência (Término): 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Nadya Araujo Guimarães
Beneficiário:Yumi Garcia dos Santos
Instituição-sede: Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:98/14342-9 - Centro de Estudos da Metrópole (CEM), AP.CEPID
Assunto(s):Família   Política social   Relações de gênero

Resumo

O presente projeto visa à analisar as relações socais que se constróem a partir da interação entre as iniciativas sociais oficiais, os agentes intermediários e a população alvo. Trata-se, mais precisamente, de estudar como os novos programas sociais introduzidos a partir dos anos 90 (o Programa Saúde da Família do governo federal e o Programa Ação Família da prefeitura de São Paulo) interferem na produção dos papéis e da identidade de gênero dos membros das famílias atendidas, assim como na sua configuração e reconfiguração. A literatura mostra que é uma figura feminina - a mãe, principalmente - que frequentemente assume o papel de mediadora entre o Estado e a família, responsabilizando-se pela execução das orientações recebidas pelos agentes. O ator social privilegiado para nossa investigação é, dessa forma, a mulher nas posições de mãe, de esposa e de chefe de domicílio, entre outras, cuja função nas relações assistenciais é servir de interface entre os profissionais sociais e os outros membros da família. Encontramos aqui uma organização sexuada da gestão da assistência, reforçada pela intermediação dos agentes sociais que, em sua maioria, são, também, mulheres de baixa renda. Assim, os programas de caráter social e público, longe de serem imparciais, parecem definir e redefinir as relações entre os indivíduos no núcleo familiar, em particular entre o casal, no sentido de contribuir para a erosão da dominação masculina, porém acompanhada da reprodução da responsabilidade da mulher na esfera privada.