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O efeito do CO2 sobre o estabelecimento da plântula de açaí (Euterpe oleracea Mart.)

Processo: 07/04686-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2007
Vigência (Término): 31 de março de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Marcos Silveira Buckeridge
Beneficiário:Leila Cristina Mortari
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecofisiologia vegetal   Açaí   Atmosfera enriquecida em CO2   Mudança climática   Efeito estufa   Captura e armazenamento de carbono

Resumo

As mudanças climáticas globais são hoje um problema reconhecido mundialmente, uma vez que, em última instância, afetam a vida humana e em primeira, têm na ação humana a sua provável origem. O incremento de CO2 atmosférico que se observa desde o início da Revolução Industrial está intensificando o efeito estufa, o que pode gerar um aumento de 1,5 a 4°C na temperatura média do planeta ainda durante este século. O método mais eficiente de retirada do CO2 atmosférico é o realizado pela Rubisco, enzima da cadeia fotossintética das plantas. Muitos estudos têm mostrado que um dos efeitos do incremento atmosférico de CO2 nas plantas pode ser um aumento na taxa de fixação do gás pela Rubisco, o que por sua vez tem como possível efeito uma maior taxa de crescimento ou de armazenamento de carbono na forma de carboidratos. São conhecidos estudos desse tipo em gimnospermas, leguminosas e gramíneas, por exemplo, mas pouco ou nada se sabe sobre o efeito do alto CO2 atmosférico em palmeiras. Uma das espécies brasileiras apreciadas internacionalmente é justamente a palmeira Açaí (Euterpe oleracea Mart.), principalmente devido ao potencial energético do suco extraído da polpa de seus frutos. Suas sementes são usadas em artesanato e, além disso, parecem possuir potencial para a fabricação de energia elétrica a partir de biomassa. Dada a importância dessa espécie, este projeto visa conhecer algumas das suas respostas fisiológicas ao incremento de CO2 atmosférico. Após a germinação, parte das plântulas realizarão o seu desenvolvimento em câmaras de topo aberto com 720ppm de CO2, correspondente à concentração atmosférica prevista para o final deste século. Através de coletas destrutivas e não-destrutivas, serão avaliados parâmetros bioquímicos e fisiológicos visando compreender o efeito do CO2 nos processos de fixação e de armazenamento de carbono. (AU)