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Os estômatos como estruturas foliares indicadoras de mudanças climáticas em árvores da Mata Atlântica

Processo: 07/03477-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2007
Vigência (Término): 04 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Pesquisador responsável:Marcos Silveira Buckeridge
Beneficiário:Simone Godoi
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ecofisiologia vegetal   Leguminosae   Estômatos   Emissão de gases   Poluição atmosférica   Indicadores ambientais   Mudança climática

Resumo

A concentração atmosférica de CO2 vem aumentando desde a revolução industrial como consequência das atividades humanas e para 2050 prevê-se algo em torno de 450 e 600 ppm de CO2 na atmosfera. Acredita-se que as mudanças climáticas possam causar um impacto considerável sobre as florestas tropicais podendo levar a modificações na composição de uma comunidade. Desde o final da década de 80, estudos têm demonstrado que as plantas respondem ao aumento nas concentrações de CO2 na atmosfera com uma redução no número de estômatos. As análises de redução ou aumento do número de estômatos de uma folha são realizadas através do cálculo do índice ou da densidade estomática e os resultados são tidos pela literatura como um indicativo de que as plantas vêm respondendo às alterações das concentrações de CO2 na atmosfera. Este conhecimento é amplamente difundido pela comunidade científica, mas até o momento muito pouco se conhece sobre as respostas das espécies de ecossistemas tropicais aos aumentos crescentes deste gás. O presente projeto tem como objetivo analisar o índice estomático de cinco espécies arbóreas pertencentes a família Leguminosae em indivíduos coletadas nos últimos 174 anos, disponíveis em diversos herbários do país e também em indivíduos que se encontram crescendo na atmosfera atual. As espécies escolhidas pertencem a diferentes categorias sucessionais. Os resultados esperados são: uma redução no índice estomático das espécies atuais em comparação as herborizadas; uma variação no índice estomático nas categorias sucessionais e a existência de um padrão para este índice entre as espécies estudadas. Estes resultados, além de contribuírem para a validação da metodologia proposta, poderão ser utilizados como um indicativo de que as plantas vêm respondendo as alterações na concentração de dióxido de carbono ao longo do tempo e, desta maneira poder prever os impactos destas alterações sobre espécies representativas dos ecossistemas brasileiros. (AU)

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