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Variáveis Clínicas e Laboratoriais no Diagnóstico do Derrame Pleural por Tuberculose e Linfoma.

Processo: 08/02749-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2008
Vigência (Término): 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Eduardo Henrique Genofre
Beneficiário:Caroline Maris Takatu Neves de Oliveira
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:05/55599-8 - Incursão clínica e experimental na cavidade pleural, AP.TEM
Assunto(s):Pneumologia   Linfoma   Tuberculose   Derrame pleural   Pleura

Resumo

IntroduçãoO derrame pleural é causado pelo acúmulo anormal de líquido no espaço pleural. Ele pode ser secundário ao desequilíbrio das pressões hidrostática e osmótica do compartimento vascular e intersticial, sem lesão pleural (transudatos) ou com comprometimento pleural direto. Este comprometimento resulta em alteração da permeabilidade vascular, em migração leucocitária e em lesão celular e endotelial (exsudatos).Os derrames pleurais tuberculosos ou secundários ao linfoma têm características bioquímicas e citológicas muito semelhantes, sendo na sua maioria exsudatos, linfocíticos, com Adenosina Deaminase (ADA) acima de 40 UI/L. Essa análise associada à história clínica também semelhante dificulta em muitas circunstâncias o diagnóstico diferencial das duas entidades.Em geral, o derrame tuberculoso é unilateral e ocupa menos da metade do hemitórax. O líquido geralmente é amarelo citrino com raras células mesoteliais presentes. O exame histopatológico pode revelar um processo granulomatoso, com ou sem necrose. A baciloscopia e a cultura do líquido e/ou fragmento pleural auxilia no diagnóstico, porém sua contribuição é limitada, uma vez que o derrame ocorre principalmente pelo processo inflamatório secundário ao bacilo (M. tuberculosis) ou a seus antígenos no espaço pleural.Nos linfomas, o derrame pleural é causado pela obstrução dos linfáticos por alargamento mediastinal linfonodal (Doença de Hodgkin) e por infiltração tumoral direta (Linfoma não-Hodgkin). Pode ser unilateral ou bilateral, e usualmente, desenvolve-se em estágios tardios da doença, sendo a dispnéia o sintoma principal em 63% dos casos (raramente é o único sintoma). O aspecto do líquido é hemorrágico, seroso ou quiloso. A citologia oncótica varia de acordo com o tipo de doença. Nos linfomas de baixo grau é importante o estudo imunofenotípico dos linfócitos, já que as características celulares os tornam indistinguíveis de outras condições linfocíticas benignas, como a tuberculose. Em linfomas de graus mais altos de diferenciação, o diagnóstico é mais fácil, pois as células são de tamanhos variáveis, pleomórficas, com basofilia citoplasmática e nucléolos bem evidentes. Também são freqüentes os restos celulares dispersos no esfregaço e a presença de células necróticas. Em linfomas primários de cavidade pleural, as células neoplásicas são semelhantes, morfologicamente, às de alto grau e a imunofenotipagem geralmente demonstra associação com linfócitos da linhagem B. Na Doença de Hodgkin, é bastante comum o derrame linfocítico, inespecífico, associado à presença de plasmócitos e, às vezes, eosinófilos. A biópsia pleural fechada é menos sensível que a citologia. A biópsia por visão direta tem maior sensibilidade que as duas últimas juntas, todavia apresenta maior morbidade.Considerando-se as semelhanças, a mortalidade e a complexidade das duas doenças, o estabelecimento de diagnóstico rápido, abrangente e preciso, com baixo custo, tem importante papel clínico e epidemiológico. Sendo assim, a abordagem do líquido ou do tecido pleural é extremamente fundamental para estabelecimento do diagnóstico etiológico.ObjetivoO objetivo primário é avaliar as variáveis clínicas e laboratoriais custo efetivas no diagnóstico diferencial entre tuberculose e linfoma. Casuística e MétodosEstudo retrospectivo (1998 a 2007) dos pacientes do ambulatório de Doenças Pleurais da Disciplina de Pneumologia (InCor/HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com diagnóstico estabelecido de derrame pleural por tuberculose ou por linfoma. Serão avaliados dados demográficos, tempo de evolução, lado do derrame, características macroscópicas, bioquímicas e citológicas do líquido, além da anatomia patológica do fragmento pleural.Análise EstatísticaAnálise discriminante multivariada, para determinar as variáveis que melhor diferenciem os derrames pleurais.