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Influência da espironolactona na remodelação cardíaca induzida pela exposição à fumaça do cigarro

Processo: 10/01001-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2010
Vigência (Término): 30 de abril de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marcos Ferreira Minicucci
Beneficiário:Bruna Franco Nogueira
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia   Insuficiência cardíaca

Resumo

Além dos efeitos vasculares já bem conhecidos, diversos estudos sugerem que o tabagismo pode induzir remodelação cardíaca. A exposição à fumaça do cigarro resulta em crescimento, dilatação e hipertrofia ventricular esquerda, além de disfunção sistólica e diastólica, tanto in vivo, como in vitro. Os mecanismos envolvidos nessa remodelação ainda não são completamente conhecidos, e o papel da inflamação e do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) na remodelação cardíaca induzida pela exposição à fumaça do cigarro ainda não foi estudado. O bloqueio do SRAA por bloqueadores da aldosterona, como a espironolactona, vem sendo estudado em diversos modelos de remodelação cardíaca. Atualmente, seu uso é recomendado pela "American Heart Association" para pacientes com disfunção sistólica e insuficiência cardíaca classe funcional III a IV da "New York Heart Association" (NYHA) ou com disfunção sistólica após infarto agudo do miocárdio. Entre os potenciais efeitos dos bloqueadores da aldosterona podemos destacar a atenuação da hipertrofia e da inflamação miocárdica. Logo, aventamos a hipótese de que o uso da espironolactona pode atenuar o processo de remodelação cardíaca induzido pela exposição à fumaça do cigarro, através principalmente da redução do processo inflamatório e da hipertrofia miocárdica.