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Eficiência de parasitismo da vespa Braconidae Diachasmimorpha Longicaudata, sobre mosca-das-frutas em pêssego

Processo: 97/12600-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 1998
Vigência (Término): 30 de junho de 2000
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Beatriz Aguiar Jordao Paranhos
Beneficiário:Beatriz Aguiar Jordao Paranhos
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Ceratitis capitata   Pêssego   Controle biológico

Resumo

A plantação de pêssego vem ano a ano tomando espaço no Mercosul, sua produção (130.000 ton/ano) ainda está abaixo da Argentina, porém apresenta um crescimento anual de 500.000 mudas em todo ò Sul do país. Entre suas pragas chaves está a mosca-das-frutas, que apenas com uma perfuração já inutiliza o fruto. O seu controle vem sendo realizado basicamente com pesticidas, porém a consciência dos agricultores com respeito ao desequilíbrio ecológico, resistência das pragas ao inseticida e a presença de resíduos tóxicos no fruto a ser consumido, está fazendo com que busquem novas técnicas de controle desta praga que sejam mais efetivas, econômicas, ecológicas, seguras e competitivas a médio e longo prazo no Mercosul. Visando o interesse e a necessidade dos plantadores de pêssego, especialmente os cooperados da Holambra II, este trabalho tem por objetivos verificar a eficiência do controle biológico da mosca utilizando a vespa Braconidae, Diachasmimorpha íongicaudata, importada dos Estados Unidos em 1995. Desde então o parasitóide vem sendo criado sobre Ceratitis capitata no laboratório do CENA/USP. O experimento será conduzido nos laboratórios da Seção de Entomologia do CENA/USP, Piracicaba - SP e em pomares de pêssego da Holambra II, em Paranapanema - SP. No laboratório, serão testadas 3 variedades de pêssego (Flor de Prince - precoce, Aurora I - médio e Biuty - tardio) infestados com larvas de C. capitata e de Anastrepha fraterculus, verificando a eficiência do parasitismo sobre as duas espécies de moscas e a influência da idade do parasitóide na busca do hospedeiro (larvas). No campo, em uma área testemunha de 3 ha, será feito um levantamento da flutuação populacional das várias espécies de moscas e dos parasitóides nativos provavelmente presentes na área, por 4 anos consecutivos. Em outra área teste de 3 ha, distante 3 km da testemunha, será efetuado liberação semanal inundativa de aproximadamente 12.400 parasitóides adultos/ha; por dois anos consecutivos. Durante o período de liberação será estudada a eficiência desse parasitóide exótico no campo, verificando sua freqüência, bem como a de outros parasitóides nativos, observando se ele desloca ou convive pacifiçamente. Finda a liberação, será verificado, por mais dois anos, como o Braconidae importado vem se comportando e se estabeleceu efetivamente na região. (AU)