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Degradação de azo-corantes alimentícios por fungos basideomicetos lingninoliticos

Processo: 96/12039-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 1997
Vigência (Término): 30 de novembro de 1998
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Eliana Pereira Chagas
Beneficiário:Eliana Pereira Chagas
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Lignina   Biodegradação

Resumo

A lignina é uma macromolécula heterogênea, complexa e bastante resistente, e juntamente com a celulose e a hemicelulose compõe a biomassa vegetal, material orgânico mais abundante na biosfera. Na natureza, sua degradação completa ocorre como resultado da ação cooperativa de diferentes microrganismos, principalmente fungos de podridão branca. A biodegradação da lignina é realizada pela ação de várias enzimas extracelulares, produzidas pelos fungos em resposta às limitações de nutrientes como C e N. Dentre as enzimas que degradam lignina estão fenoloxidases, do tipo lacases e peroxidases e também glicosidases. A adição de certos indutores, como a presença do próprio composto a ser degradado e álcool veratrílico, ocasionam um aumento significante na produção das enzimas ligninolíticas. Graças à inespecificidade destas enzimas quanto aos substratos, elas têm sido relatadas por serem capazes de degradar também um grande número de outros compostos. Dentre estes, uma série de poluentes e também alguns azo-corantes, utilizados nas indústrias. Entretanto, não está bem estabelecido se a presença do fungo é fundamental para a atuação destas enzimas, ou se somente elas poderiam degradar o polímero, no sentido de que estruturas celulares ou outros compostos fúngicos seriam necessários para a atividade dessas enzimas. Desse modo, os objetivos desse trabalho são o estudo do sistema ligninolítico de alguns fungos basideomicetos de degradação branca sobre alguns azo-corantes usados pela indústria de alimentos, a localização destas enzimas no fungo e verificar a necessidade da presença do mesmo para a atividade enzimática de degradação sobre esses corantes, utilizando ensaios enzimáticos, espectrofotometria, cromatografia líquida, imobilização do fungo e eletroforese. (AU)