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Genética da imunidade inata em humanos com leptospirose no Brasil

Processo: 09/53453-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2010
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunogenética
Pesquisador responsável:Anne Stambovsky Spichler
Beneficiário:Anne Stambovsky Spichler
Anfitrião: Joseph Vinetz
Instituição-sede: Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER). Coordenadoria de Serviços de Saúde (CSS). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of California, San Diego (UC San Diego), Estados Unidos  
Assunto(s):Leptospirose   Imunidade inata   Polimorfismo genético   Prevenção de doenças

Resumo

A Leptospirose é uma zoonose de importância global causada por leptospiras patogênicas. Anualmente milhões de casos ocorrem mundialmente, sendo a maioria com apresentação clínica leve. No Brasil, e em São Paulo, a letalidade varia de 19 a 22%, principalmente nos últimos 3 anos. Casos graves ocorrem de 5 a 15% dos pacientes, com uma combinação de manifestações, como icterícia, insuficiência renal, insuficiência respiratória, e hemorragia pulmonar. No Brasil, e em São Paulo, aproximadamente 75% dos casos tem apresentação clínica grave. Este projeto nos permitirá realizar um estudo genético de um grande número de indivíduos suscetíveis, o que é importante para verificar a resposta imune do hospedeiro humano à L. interrogans, utilizando técnicas avançadas de genética, informática e abordagens estatísticas. Com base em modelo experimental animal de leptospirose grave, postula-se a hipótese de que os receptores celulares "Toll like" (TLR) TLR4, TLR2, são essenciais para a proteção de formas graves de Leptospirose e que o polimorfismo destes alterariam sua função e apresentaria um aumento de expressão na leptospirose grave comparado com leptospirose leve e a população em geral. O objetivo específico do estudo é de determinar a associação dos receptores TLR4, TLR2, com o risco de desenvolver a leptospirose grave. O desenho do estudo inclui a genotipagem e a análise de polimorfismos de três grupos de indivíduos: leptospirose grave, leve, e sem leptospirose, moradores de São Paulo. Os resultados esperados servirão como base para novas terapêuticas, medidas de prevenção, e o desenvolvimento de vacinas. (AU)