Busca avançada
Ano de início
Entree

Espelhos de príncipe e fabulários políticos na literatura árabe clássica

Processo: 09/54227-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 21 de janeiro de 2011
Vigência (Término): 12 de março de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Clássicas
Pesquisador responsável:Mamede Mustafa Jarouche
Beneficiário:Mamede Mustafa Jarouche
Anfitrião: Mahmud Ali Makki
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Cairo University, Egito  
Assunto(s):Literatura árabe

Resumo

O propósito é inicial é realizar um levantamento dos fabulários políticos - fábulas que alegorizam e ilustram a relação do poder com os súditos - produzidos nas letras árabes a partir do século VIII d.C. e dos (tardiamente) chamados "espelhos de príncipe" que começaram a se produzir nessa mesma cultura por volta do século IX d.C, para então poder estudar as relações entre ambos os gêneros. Trata-se de obras de cunho fortemente pragmático, geralmente escritas para obter as boas graças de algum soberano, quando não a seu próprio pedido - que ilustram a teoria política tal como era vista na época pela cultura árabe-islâmica, evidenciando ainda padrões de relacionamento entre governante e governados que até hoje podem ser observados naquelas sociedades. Embora apresentem, em vários aspectos, notável homogeneidade conceitual - o que demonstra que são unidos por um processo de continuidade - esses "espelhos de príncipe" apresentam também grandes diferenças entre si na exposição da matéria e na extensão. Já os fabulários políticos expunham, num contexto por assim dizer "ficcionalizado", os conceitos apresentados nos tratados, com a liberdade de, por sua própria constituição como alegoria, explorar os assuntos de maneira mais direta é por vezes mais cômica. Fruto de uma sociedade cuja administração política era extremamente complexa, o cunho centralizados desses textos parece, de modo paradoxal, ter-se acentuado à medida que se aumentava a descentralização política do império islâmico. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias (0 total):
Mais itensMenos itens
VEICULO: TITULO (DATA)
VEICULO: TITULO (DATA)