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Famílias agrárias na fronteira: pequenos e grandes plantadores nas fimbrias do povoamento colonial

Processo: 06/53168-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Novas Fronteiras
Vigência (Início): 27 de setembro de 2006
Vigência (Término): 06 de setembro de 2007
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Dora Isabel Paiva da Costa
Beneficiário:Dora Isabel Paiva da Costa
Anfitrião: Herbert S. Klein
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : Stanford University, Estados Unidos  
Assunto(s):Áreas de fronteira   Família rural   Colonização   América Latina

Resumo

O objetivo geral desta investigação é sistematizar um amplo material bibliográfico existente sobre os temas fronteira, família, governo português e espanhol e igreja no final do século XVIII e começo do século XIX, para discutir a experiência de famílias agrárias em áreas de fronteira nas Américas portuguesa, espanhola e inglesa. O objetivo específico desta pesquisa é estudar o papel e o modo pelos quais as famílias agrárias participaram no povoamento e na colonização das áreas de fronteira, na segunda metade do século XVIII e na primeira metade do século XIX. Destacaremos, também, a importância que a Coroa portuguesa e a Igreja tiveram no sentido estimular e moldar o processo de ocupação territorial, através de seus funcionários, regulamentos e alvarás, em relação a regiões distantes dos centros produtores e povoados próximos ao litoral. Tais atores sociais, as Coroas ibéricas, a Igreja católica e famílias, juntos, com interesses conflitantes ou comuns, estabeleceram certas relações entre si que plasmaram formas de apropriação dos recursos naturais com o objetivo de reproduzirem status social, econômico político. No entanto, as formas pelas quais as famílias se organizaram em regiões de fronteira, como por exemplo, na província de São Paulo devem ser compreendidas como resultado, e, ao mesmo tempo, como estratégia de ação em relação à presença de inúmeras pressões: ambiente ecológico, interesses familiares, pretensões da Coroa e da Igreja em controlarem súditos e cristãos. Entendemos como fronteira a região limítrofe entre o povoamento efetivo e a região ainda não desbravada, ocupada pela mata virgem. A metodologia desenvolvida utilizará uma análise, no primeiro momento, comparativa entre regiões de fronteira tais como Campinas e Araraquara com outras localidades de fronteira da América espanhola e inglesa. O objetivo é perceber até que ponto é possível refletir sobre uma historiografia voltada à América portuguesa na qual seja possível compreender a fronteira como elemento ativo, agente que em certa medida moldou parte da nossa experiência histórica. No segundo momento, serão analisados dados empíricos relativos à organização das famílias e o papel do Estado e da Igreja na região de fronteira. Resultados a serem obtidos: temos como objetivo destacar que as relações entre Estado, Igreja e família possuíam pontos em comum, mas também, conflitantes, e, que nas áreas de fronteira estes agentes recebiam pressões qualitativamente diferentes, e, portanto, moldaram novas experiências históricas. (AU)