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A construção da identidade enunciativa da criança: um olhar sobre os pronomes pessoais

Processo: 08/03751-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Novas Fronteiras
Vigência (Início): 15 de setembro de 2008
Vigência (Término): 14 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Psicolinguística
Pesquisador responsável:Alessandra Del Ré
Beneficiário:Alessandra Del Ré
Anfitrião: Christian Hudelot
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paris Ouest Nanterre La Défense (Paris 10), França  

Resumo

Nesta pesquisa, pretendemos analisar, em um primeiro momento, o uso dos pronomes eu/você/ele, focalizando de que modo a criança se representa e insere o outro no próprio discurso, ou ainda, desvendando como o discurso infantil revela um jogo de identidade/alteridade no momento em que lança mão (ou não) desses pronomes. Obviamente, não será possível tratar dos pronomes de maneira isolada de elementos lingüísticos tais como os verbos (de que forma a criança marca o morfema de pessoa), e até mesmo os marcadores argumentativos, pois na medida em que o infans se coloca em oposição ao outro, de certa maneira, este outro também está sendo elaborado cognitiva e psiquicamente. Acreditamos que, por se tratar de uma alteridade em construção, a criança, ainda que contemple a existência de um outro com quem ela interage, nem sempre se enxerga na imagem que este outro lhe dá de si mesma. Assim, observar os desvios que ela faz com relação a esses pronomes e tudo o que os cerca nos leva a conhecer melhor a noção de sujeito e sua colocação em funcionamento na fala. Para tanto, a fim de compreender melhor tal processo, partiremos de alguns trabalhos já realizados (Morgenstern, 2006; Lemos, 2004 etc.) e que, de certa forma, indicam alguns caminhos para este estudo. Os resultados obtidos nesta pesquisa, na medida em que apontam perspectivas intrínsecas à língua portuguesa falada no Brasil - que podem ou não se assemelhar àquelas da língua francesa -, certamente contribuirão, não apenas fornecendo mais subsídios para a discussão sobre a relação identidade/alteridade na fala da criança, mas também para novas reflexões acerca do processo de aquisição da linguagem em crianças. (AU)