Busca avançada
Ano de início
Entree

Contribuição da endotelina-1 para o estresse oxidativo e processo inflamatório na hipertensão induzida por desoxicorticosterona e salina (Doca-sal)

Processo: 02/10428-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de julho de 2003
Vigência (Término): 14 de dezembro de 2003
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:Gláucia Elena Callera
Beneficiário:Gláucia Elena Callera
Anfitrião: Rhian M. Touyz
Instituição-sede: Pessoa Física
Local de pesquisa : Université de Montréal, Canadá  
Assunto(s):Endotelina-1   Estresse oxidativo   Hipertensão   Inflamação

Resumo

Lesões em órgãos alvo como cérebro, coração, vasos e rins, que geralmente estão associadas à perda de função, são descritas em modelos de hipertensão experimental. O aparecimento destas lesões recentemente vem sendo associado à presença de estresse oxidativo e de processo inflamatório tecidual. São várias as evidências indicando que o sistema renina-angiotensina (SRA) ativa fatores de transcrição nuclear envolvidos na resposta inflamatória e estresse oxidativo na hipertensão arterial. Uma vez que a angiotensina II (Ang II) estimula a síntese e liberação de endotelina-1 (ET-1) e que antagonistas de receptores para ET-1 atenuam o estresse oxidativo e inflamação observados em ratos com hipertensão induzida pela ativação do SRA, a AT-1 também teria o papel importante no estresse oxidativo, no processo inflamatório e nas lesões de órgãos alvo de animais com hipertensão arterial. Entretanto, o envolvimento da ET-1 nestes processos não foi ainda caracterizado. A retenção de sal é um dos aspectos característicos da hipertensão humana e da hipertensão experimental induzida por desoxicorticosterona e salina (DOCA-sal). Neste modelo, associado à inibição do SRA, observa-se aumento da expressão de ET-1 no sistema cardiovascular, bem como estresse oxidativo acompanhado de resposta inflamatória. Em nosso projeto, utilizaremos ratos DOCA-sal para avaliar a contribuição da ET-1, via interação com seus receptores ETA e ETB no estresse oxidativo e na resposta inflamatória nos tecidos renal e vascular. Também pretendemos verificar a possível relação entre a ativação de receptores mineralocorticoides e os efeitos da ET-1 nestas condições patológicas no modelo DOCA-sal. Utilizaremos diferentes procedimentos experimentais para avaliar a presença de resposta inflamatória e estresse oxidativo em ratos controle e DOCA-sal, subdivididos nos seguintes grupos: 1) sem tratamento, 2) tratados com antagonista de receptores ETA, 3) tratados com antagonista de receptores ETB, 4) tratados com espironolactona, antagonista de receptores mineralocorticoides, 5) tratados com agente antioxidante e 6) ratos knock out para ET-1. Os resultados obtidos certamente contribuirão para a melhor compreensão dos mecanismos envolvidos no desenvolvimento das lesões de órgãos alvo na hipertensão arterial. (AU)