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Desenvolvimento sustentável da viticultura de qualidade

Processo: 10/01787-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de julho de 2010
Vigência (Término): 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Aparecida Conceicao Boliani
Beneficiário:Aparecida Conceicao Boliani
Anfitrião: Adamo Domenico Rombola
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia (FEIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Ilha Solteira. Ilha Solteira , SP, Brasil
Local de pesquisa : Università di Bologna, Itália  
Assunto(s):Viticultura   Aquecimento global   Manejo do solo   Sustentabilidade

Resumo

Nos últimos anos, nos vinhedos das colinas e em outras importantes regiões vinícolas do mundo cultivados em solos pouco férteis e com escassa disponibilidade hídrica, estão sendo freqüentemente notados, na colheita, teores de açúcar excessivamente altos em bagas que não tinha ainda atingiram maturidade fenólica. Estes fenômenos tornaram-se comuns e nos remetem as mudanças climáticas que vem ocorrendo (diminuição das chuvas, aumento médio da temperatura) e em parte as mudanças técnicas de manejo da copa (desfolha, poda, desbaste, etc). Os aumentos térmicos trazem, em particular, um desequilíbrio na evolução de diversos fatores da maturação, rápidos aumentos do teor de açúcar das bagas acompanhados da repentina degradação dos ácidos orgânicos, escassa coloração e acentuada adstringência em função da casca e das polpas e sementes. Estas condições podem incidir negativamente sobre as características organolépticas e sensoriais do vinho. Estudos recentes sobre o cultivo da cv. Sangiovese indicam que intervenções de poda efetuada depois do inicio da mudança da coloração da casca das bagas ( 45 dias antes da data planejada de colheita), mantendo 10 folhas sobre o broto principal, determinam uma redução do teor de açúcar das bagas (Rombola et al., 2009). Uma outra opção agronômica para controlar o processo de maturação é representado por intervenções no verde e em particular na copa. Tal prática permite variar durante a estação vegetativa e com extrema flexibilidade (modulando época e intensidade das intervenções) as relações" source sink", no interior da copa, modificando sensivelmente a produtividade e a composição química das bagas (Poni, 2003). Atualmente o manejo da poda é baseado em alguns axiomas (que são considerados ajustados ou adequados) que são em seguida resumidos: a poda deveria ser efetuada, mantendo possivelmente um numero mínimo de folhas (10 a 12) sobre o broto principal, que independentemente da identidade e da dinâmica de desenvolvimento das gemas férteis, seja capaz de assegurar um suficiente nível de maturação da uva. Se recorre a uma poda mais drástica, deve-se evitar aquela tardia (da pre fase de inicio de mudança da coloração da baga) porque dependendo do andamento climático a brotação das gemas férteis podem ser muito escassas ou abundantes demais e causar, seja por mecanismos diversos uma qualidade não satisfatória de uvas e particularmente em atraso de maturação (Pone, 2003). Sucessivamente para avaliar a qualidade das uvas e estabelecer a época perfeita para colheita, tem assumido importância crescente outros critérios (maturação fenólica e aromática) enquanto o manejo da copa ficou praticamente imutável. Em função do exposto o trabalho terá como objetivos: desenvolvimento de técnicas de controle da maturação baseado sobre 3 intervenções de podas tardias, redução do grau de compactação do cacho e melhoramento da qualidade da uva e do vinho. (AU)