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A representação literária do mestiço no Brasil e em Goa nos séculos XVI e XIX

Processo: 06/05925-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 03 de janeiro de 2007
Vigência (Término): 02 de março de 2007
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Helder Garmes
Beneficiário:Helder Garmes
Anfitrião: Maria de Fátima Rodrigues de Freitas Morna
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Lisboa, Portugal  

Resumo

Este projeto pretende refletir sobre a possibilidade de tomar a representação literária positiva da mestiçagem presente na literatura brasileira oitocentista e novecentista como resultado, ao menos parcial, da prática do sincretismo religioso que caracterizou o missionarismo católico dos séculos XVI, XVII e XVIII. Sustenta-se aqui a hipótese de que foi a catequese católica que primeiro legitimou a representação literária positiva da mestiçagem (religiosa, cultural, racial etc.) no imaginário da sociedade brasileira e de algumas outras colônias portuguesas. Essa seria a fundamentação para o enaltecimento da mestiçagem como elemento da resolução simbólica do conflito entre colonizador e colonizado, entre raças e culturas distintas, que ganhou força no século XIX e XX – resolução que, entretanto, nunca ocorreu de fato na prática social. Para fundamentar a peculiaridade brasileira, buscar-se-á estabelecer relações com o que se passava em Goa, na Índia, no intuito de legitimar ou não a hipótese aqui sustentada. (AU)