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A construção dos inimigos: uma semântica do colonialismo português e sua apropriação pela literatura

Processo: 10/09174-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 06 de setembro de 2010
Vigência (Término): 05 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Tania Celestino de Macedo
Beneficiário:Tania Celestino de Macedo
Anfitrião: Isabel Carmona Barreto Ramos Dias de Castro Henriques
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade de Lisboa, Portugal  
Assunto(s):Literatura africana   Literatura angolana   Colonialismo   Portugueses   Língua portuguesa

Resumo

A pesquisa que se estabelece principalmente no campo de intersecção entre Literatura e História e já em andamento (a partir de leituras efetuadas, pesquisas em bibliotecas e acervos brasileiros e de visitas a sítios da internet e da base de dados portuguesa Sirius-Porbase), examinará material de várias ordens (jornais, revistas, manuais de alfabetização, livros didáticos e filmes) produzido entre os anos 1945 e 1975 em Portugal, visando elaborar uma apresentação, ordenada, de uma semântica do colonialismo português nos últimos vinte e cinco anos de sua existência. No caso dos jornais, especial atenção será dada aos "balanços do ano colonial" ou "balanços do ano ultramarino", suplemento especial que se publicava ao final de cada ano após a década de 1950 e ao material produzido e distribuído pelas duas agências noticiosas portuguesas construídas à sombra do regime salazarista: a Lusitânia e a ANI (Agência de Notícias e Informação). A partir dos dados coletados, pretende-se, em um primeiro momento, verificar como se construiu o inimigo do império português. Um segundo passo dessa proposta de trabalho tem em vista a análise de como aquela semântica se articulou nos romances produzidos pela chamada "literatura colonial", publicados pelos concursos promovidos pelo regime salazarista e que visavam à propaganda do colonialismo. E, em contrapartida, como nos romances realizados pelos nacionalistas angolanos os sinais se invertem e (des)constroem o discurso do inimigo para articular um outro que o (re)constrói. (AU)