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Emprego do método espectrofotométrico lignina brometo de acetila para a determinação do teor de lignina em plantas forrageiras

Processo: 09/00074-9
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 30 de maio de 2009
Vigência (Término): 29 de setembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Nutrição e Alimentação Animal
Pesquisador responsável:Romualdo Shigueo Fukushima
Beneficiário:Romualdo Shigueo Fukushima
Anfitrião: Monty S. Kerley
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Missouri, Columbia (UM), Estados Unidos  
Assunto(s):Digestibilidade   Leguminosae   Gramíneas   Ruminantes   Valor nutritivo   Parede celular   Lignina

Resumo

A determinação quantitativa da lignina pelo método espectrofotométrico usando como padrão de referência a lignina isolada da própria planta, vem recebendo atenção de pesquisadores no Brasil e no exterior. Sabe-se que não existe um método ideal para a determinação quantitativa do teor de lignina em produtos vegetais. Procedimentos analíticos empregados para a quantificação da lignina atualmente em uso são questionáveis quanto às suas reais acurácias, particularmente a lignina detergente ácido (LDA), que é o método mais amplamente utilizado nos dias de hoje. Como o método em pauta é espectrofotométrico (espectro de luz UV a 280 nm), é necessário o emprego de um padrão (que no caso, é a lignina extraída da própria planta com dioxano em meio ácido) com o qual é confeccionada a respectiva curva de calibração. Anteriormente, para cada amostra vegetal era feita a extração da lignina e confeccionada a curva-padrão. Entretanto, extrair a lignina de cada amostra quando este número é elevado (o que é frequente), inviabiliza ou dificulta enormemente a técnica analítica. Portanto, mais estudos objetivando otimizar o procedimento, particularmente no tocante ao padrão de referência eram absolutamente indispensáveis, para que a presente técnica fosse melhor aceita em outros laboratórios de análise de alimentos. Uma solução seria a busca por um 'padrão universal', ou seja, uma lignina extraída de um único tipo de planta que pudesse ser usada como padrão e assim quantificar o teor de lignina em qualquer planta, seja ela uma gramínea, uma leguminosa, um bambu ou uma espécie arbórea. Este projeto de pesquisa está sendo finalizado aqui na University of Missouri, Animal Sciences Division. Nesta premissa, era fundamental que todas as ligninas (não importando o tipo de planta sendo estudado) tivessem o mesmo comportamento no comprimento de onda a 280 nm. Objetivando averiguar esta hipótese, foram extraídas ligninas de 14 espécies vegetais (de gramíneas a leguminosas, passando por bambús e madeiras) e purificadas três ligninas comerciais (Aldrich). Dentro da expectativa, obteve-se uniformidade tanto no intercepto como na inclinação da reta. Era fundamental que as inclinações das retas de todas as ligninas fossem similares entre si. Uma vez comprovado que qualquer lignina pode ser utilizada como padrão, e para que a presente técnica seja melhor aceita pelos pesquisadores da área, os passos seguintes deverão mostrar resultados positivos através de pesquisas analisando os mais diversos tipos de materiais. Outros métodos para a quantificação da lignina serão comparados e os resultados provenientes de todos os métodos correlacionados com a digestibilidade 'in vitro' das plantas. É o que se pretende na presente proposta. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FUKUSHIMA, ROMUALDO S.; KERLEY, MONTY S.; RAMOS, MARCELO H.; PORTER, JAMES H.; KALLENBACH, ROBERT L. Comparison of acetyl bromide lignin with acid detergent lignin and Klason lignin and correlation with in vitro forage degradability. ANIMAL FEED SCIENCE AND TECHNOLOGY, v. 201, p. 25-37, MAR 2015. Citações Web of Science: 15.

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