| Processo: | 06/06362-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 23 de julho de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 22 de dezembro de 2007 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Anatomia |
| Pesquisador responsável: | Valéria Paula Sassoli Fazan |
| Beneficiário: | Valéria Paula Sassoli Fazan |
| Pesquisador Anfitrião: | Kenneth Charles Moore |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Iowa State University, Estados Unidos |
| Assunto(s): | Morfometria Neuropatias diabéticas |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diabete Experimental | Morfometria | Nervo Renal | Rato | Ultraestrutura | Neuroanatomia |
Resumo Os nervos extrínsecos renais apresentam fibras eferentes simpáticas, que são importantes na regulação da função renal, e fibras aferentes, que transmitem informação sensitiva dos rins para o sistema nervoso central (SNC). Os nervos renais são de interesse porque são os sítios de registro da atividade simpática e, também, de estimulação elétrica, em estudos funcionais. Considerável atenção tem sido dada aos nervos renais de ratos, por causa da regulação fisiológica da eferência simpática renal pelos reflexos elicitados por barorreceptores arteriais. Embora a inervação intrínseca do rim esteja amplamente explorada, raros são os relatos sobre a morfologia do nervo extrínseco renal de ratos. Recentemente, realizamos uma descrição morfológica e morfométrica detalhada do nervo extrínseco renal de ratos, em nível de microscopia eletrônica de transmissão.A neuropatia diabética acomete tanto o sistema nervoso somático (principalmente nervos sensitivos) como o sistema nervoso autonômico, tanto em humanos como em modelos experimentais. Do ponto de vista de morbi-mortalidade do diabete, a neuropatia autonômica tem um papel importante, principalmente quando compromete o controle autonômico cardiovascular. Há evidências de que a hemodinâmica renal está alterada no início do diabete experimental, e que seria um dos principais responsáveis pela evolução da nefropatia do diabete, sendo que nessa fase da doença, ainda não existem lesões estruturais no glomérulo que justifiquem esta alteração na dinâmica glomerular. Por outro lado, glomérulos de ratos com diabete experimental já apresentam um aumento de 30% no seu volume, apenas quatro dias após a indução do diabete com estreptozotocina (STZ).Resultados prévios do nosso laboratório mostraram que a sensibilidade dos barorreceptores está diminuída em ratos com apenas 15 dias após a indução do diabete com STZ. Esses mesmos animais apresentaram sinais de atrofia axonal no nervo depressor aórtico, quando observados ao microscópio de luz. Posteriormente, demonstramos uma diminuição acentuada da atividade espontânea do nervo renal de ratos após a infusão de glicose endovenosa, com indução de uma hiperglicemia acentuada e mantida por 30 minutos. Assim, os objetivos do presente estudo são avaliar, em ratos, o grau de comprometimento do nervo renal decorrente do diabete experimental agudo e crônico, através da análise morfológica e morfométrica dos fascículos e das fibras mielínicas desses nervos, em nível de microscopia de luz. Em seguida, o estudo será ampliado para a análise das fibras amielínicas e das células de Schwann, que se dará em nível de microscopia eletrônica de transmissão. Também avaliaremos as consequencias, morfológicas e morfométricas, para o nervo renal, em nível de microscopia de luz e eletrônica de transmissão, do tratamento convencional com insulina, nos animais diabéticos agudos e crônicos. (AU) | |
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