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Clonagem e expressão de desintegrinas da serpente Bothrops alternatus

Processo: 01/10282-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2002
Vigência (Término): 31 de outubro de 2005
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo
Beneficiário:Oscar Henrique Pereira Ramos
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil

Resumo

Desintegrinas são polipeptídeos de baixa massa molecular (47-84 aminoácidos; 5-9kDa) ricos em cisteínas, presentes nos venenos de serpentes e que interagem especificamente com os receptores celulares conhecidos como integrinas. A interação ocorre através volta saliente que normalmente abriga o tripeptídeo RGD em seu ápice. Essa volta é mantida por pontes de dissulfeto, que ao se romperem abolem completamente a capacidade de ligação a integrinas. As integrinas alfallb beta3, presentes na superfície de plaquetas e que mediam suas ligações ao fibrinogênio, são especialmente susceptíveis a inibição por desintegrinas RGD. Trabalhos recentes têm demonstrado eficácias animadoras na inibição da metástase por desintegrinas, sugerindo que estas moléculas podem ser de grande valor na terapia do câncer. Nosso grupo trabalha há alguns anos com o isolamento e caracterização de metalloproteases, desintegrinas e metaloprotease/desintegrinas provenientes dos venenos de serpentes. O presente projeto propõe o isolamento de desintegrinas e metaloprotease/desintegrinas da serpente tipicamente brasileira, Bothrops alternatus, bem como suas expressões em sistemas procarióticos ou eucarióticos. (AU)