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Caracterização imunoquímica dos venenos de serpentes do gênero Micrurus (Elepidae) de importância médica no Brasil

Processo: 07/58313-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de março de 2008
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Denise Vilarinho Tambourgi
Beneficiário:Gabriela Dicieri Tanaka
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Elapidae   Venenos de serpentes   Antivenenos   Soros imunes   Imunização passiva

Resumo

A família Elapidae encontra-se distribuída pelo mundo, sendo que o gênero Micrurus, é o principal, composto por 53 espécies distribuídas desde o sul dos Estados Unidos até Argentina. Os elapídeos possuem hábitos fossoriais ou subfossoriais e apresentam coloração típica, com anéis completos em torno do corpo, vermelho, amarelo e preto, sendo os anéis pretos dispostos isoladamente ou em tríades. Essas serpentes apresentam uma ação fundamentalmente neurotóxica e miotóxica. O quadro clínico geralmente caracteriza-se por ptose palpebral, dificuldade visual, oftalmoplegia, dificuldades para deglutição e mastigação, para se manter na posição ereta e dispnéia. Os objetivos para a extensão deste estudo, ou seja para o projeto de doutorado direto, seria somar aos dados já obtidos, os resultados das análises da ação tóxica letal dos diferentes venenos de Micrurus e da capacidade neutralizante do soro antielapídico, usado na soroterapia humana sobre tal atividade. Tais resultados associados àqueles obtidos no mestrado, sobre a imunogenicidade e reatividade antigênica das peçonhas de Micrurus, servirão de base para o estabelecimento da composição de uma nova mistura de venenos a ser utilizada na imunização de cavalos para a produção de um antissoro polivalente experimental, com a finalidade de melhorar a qualidade da soroterapia no caso de acidentes por serpentes do gênero Micrurus. O potencial neutralizante do novo soro será comparado ao do soro antielapídico em ensaios de neutralização da letalidade em modelo murino, bem como através de nova metodologia, i.e., neutralização da atividade fosfolipásica, em ensaios in vitro utilizando fluorimetria. Caso tal método seja sensível, reprodutível e se, os resultados obtidos, tiverem correspondência aos da neutralização da ação letal em modelos in vivo, este poderá ser utilizado como novo método de controle de qualidade da produção do soro antielapídico pelo Instituto Butantã. O presente projeto, ainda, pretende caracterizar e isolar os componentes que interferem na ativação do Complemento, presentes nas peçonhas de algumas das serpentes de gênero Micrurus estudadas. (AU)

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