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Adaptação morfológicas relacionadas ao hábito alimentar em Thalassinidea (Crustacea: Decapoda)

Processo: 96/04446-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 1996
Vigência (Término): 31 de agosto de 1999
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes
Pesquisador responsável:Sérgio de Almeida Rodrigues
Beneficiário:Vânia Rodrigues Coelho
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hábito alimentar animal   Anatomia animal

Resumo

Entre os Thalassinidea encontram-se animais filtradores de partículas em suspensão na água, outros alimentam-se do sedimento, alguns alimentam-se do sedimento e também o enriquecem, enterrando fragmentos de plantas dentro da galeria. Supostamente para as espécies que apresentam mais de um modo alimentar esperar-se-ia que uma maneira principal prevalecesse em relação às outras. Na prática, por meio apenas da observação comportamental têm sido difícil determinar com exatidão qual seria esse mecanismo preferencial. Nas descrições sobre o comportamento alimentar nota-se que os apêndices diretamente envolvidos são os 1º e 2º pares de pereiópodos; 1º, 2º e 3º pares de maxilípedes, 1º e 2º pares de maxilas e a mandíbula Apesar de até hoje não terem sido consideradas com a devida atenção, igualmente importantes são as cerdas presentes nestes apêndices. Para outros crustáceos decápodos existem trabalhos sobre a estrutura morfológica das cerdas e sua função, mas para Thalassinidea nenhum estudo desta natureza já foi publicado. Elaboramos as seguintes hipóteses: animais exclusivamente ou preferencialmente filtradores devem apresentar cerdas com menos variações morfológicas, mandíbula e dentes do estômago de estrutura mais delicada do que aquela apresentada por animais que exclusivamente ou preferencialmente alimentam-se do sedimento. Para testar estas hipóteses serão realizados estudos detalhados, com auxílio de microscopia eletrônica, das estruturas morfológicas das cerdas presentes nos apêndices diretamente envolvidos no comportamento alimentar, dos tipos de dentes presentes na mandíbula e dos encontrados no estômago, de seis espécies de Thalassinidea: duas descritas como filtradoras Callichirus major e Pomaiogebia operculata, uma que alimenta-se do sedimento Sergio mirim, outra cujo mecanismo preferencial alimentar ainda não está claro Upogebia omissa, e uma cujo mecanismo alimentar permanece desconhecido, Axianassa australis. Se estas hipóteses forem realmente confirmadas teríamos então um meio de determinar qual o mecanismo preferencial alimentar apenas através das estruturas morfológicas, o que seria bastante útil no caso de espécies cuja observação em laboratório de organismos vivos não fosse possível, e, para aquelas espécies onde a observação comportamental não foi suficiente para determinar qual o modo alimentar principal, teríamos uma maneira de elucidar a questão. (AU)